VENDENDO IDEIAS OU REFORÇANDO PRECONCEITOS? OS RISCOS DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Patrícia Ferreira Santiago, Marina Alvim Amaral, Marcos Vinicius Gomes, Jadir Raimundo da Silva, Luiz Elpídio de Melo Machado

Resumo


A década de setenta constituiu um marco para o movimento de mulheres no Brasil, com suas vertentes de movimento feminista, grupos de mulheres pela redemocratização do país e pela melhoria nas condições de vida e de trabalho da população brasileira. Esses movimentos, culminaram no fato de que em 1975 passou-se a comemorar, em todo o planeta, o ano Internacional da Mulher e realizar-se a I Conferência Mundial da Mulher, promovida pela Organização das Nações Unidas – ONU, instituindo-se a Década da Mulher. A partir desta data, todos os anos é comemorado no dia oito de maio o dia internacional da mulher, sendo assim, divulgado e difundido várias formas de felicitações e homenagem às mulheres de todo o mundo. As empresas se valem dessa data, muitas vezes, para vender seus produtos e ideias para as mulheres e homens que irão presentea-las. Entretanto, até que ponto a Comunicação Empresarial cumpre o papel de ajudar a vender a ideia de igualdade de gênero? Até que ponto a mulher, realmente alcança seus direitos por meio dessas campanhas de comunicação e, de maneira mais específica, toma-se os cartões de felicitações às mulheres para indagar: o que de fato se apresenta nesses cartões são mesmo felicitações, são mensagens que veiculam respeito a figura feminina? Para refletir sobre essas questões, foram utilizadas as considerações da Análise do Discurso Francesa, a qual preconiza uma visão de texto dialógico - repleto de vozes, implicando, dessa forma, em uma grande possibilidade de sentidos, que nos permite efetuar recortes significativos, atingindo o processo discursivo, pelo qual ideologias, língua e história perpassam o texto de Comunicação Empresarial e tudo isso poderá nos mostrar um discurso velado, mas, ainda, existente de preconceito de gênero.

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