PARA ALÉM DOS NÚMEROS: o caso da política de Atenção Primária à Saúde em Belo Horizonte

Murilo Fahel, Camila Franco, Carla Franco

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar o funcionamento da
Atenção Primária à Saúde (APS) em Belo Horizonte, Minas Gerais,
na percepção dos gestores municipais de saúde. Para tanto, a
metodologia baseou-se numa abordagem qualitativa com coleta
de dados por meio de entrevistas semiestruturadas, alcançando 34
gestores da rede municipal de saúde. A análise de conteúdo das
entrevistas sistematizou-se em quatro dimensões com foco na APS:
conceito e prática, estrutura, processos e resultados. Os resultados
indicam um nítido reconhecimento da APS como a porta de entrada
do Sistema Único de Saúde com realce das fragilidades relativas
à estrutura e cobertura; bem como em termos do quantitativo de
recursos humanos. Por outro lado, os gestores enfatizaram os
avanços positivos em termos da prestação de serviços da APS
no município. A partir das análises dessas fragilidades e avanços
indicados, o estudo evidencia a importância da política de APS
como estratégica para reversão das condições precárias de saúde
dos estratos populacionais mais vulneráveis, reconhecidos como
usuários preferenciais do SUS


Palavras-chave


Análise dos Serviços de Saúde; APS; SUS; Belo Horizonte.

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