Ações afirmativas no ensino superior: das experiências pioneiras aos desafios contemporâneos no contexto brasileiro

Autores

Palavras-chave:

Ações Afirmativas, Ensino Superior, Processos Históricos, Heteroidentificação, Fraude

Resumo

Este artigo teve como objetivo compreender os processos pioneiros de implantação das ações afirmativas em universidades públicas brasileiras e os desafios contemporâneos emergentes no decorrer da política. Sob uma abordagem metodológica qualitativa, foram consideradas legislações (nacionais e estaduais) e pesquisas acadêmicas acerca da temática, com foco nas trajetórias de instituições públicas. Analisou-se a implantação das cotas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), na Universidade de Brasília (UnB) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA). A Lei 12.711/2012, popularmente conhecida como Lei de Cotas, e a sua reformulação pela Lei 14.723/2023 foram apreciadas observando os avanços e limites. Os resultados encontrados apontam que, inicialmente, as cotas ingressaram ao ensino superior brasileiro por meio das universidades estaduais, atendendo às demandas dos movimentos negros. Os principais desafios contemporâneos encontrados referem-se às tentativas de fraudes nas cotas, a partir de autodeclarações falsas. Nesse campo, o surgimento das bancas de heteroidentificação aparecem como a alternativa mais adequada para combater os desvios das políticas afirmativas com recortes raciais.

Biografia do Autor

Caio Vinicius dos Santos Silva, Universidade Federal da Bahia

Doutorando em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA). Membro do Grupo de Pesquisa Política e Gestão da Educação (FACED/UFBA).

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Publicado

2025-12-19