RESISTÊNCIA E TRABALHO
Resumo
Tomo como orientação para este paper parte de minha tese de doutorado, defendida na Faculdade de Educação da UFMG em co-tutela com o Instituto de Ergologia da Universidade Aix-Marselha. Meu intuito aqui é de buscar compreender as relações entre as formas de resistências sociais, os processos de transformação das situações de vida e a saúde mental no trabalho. No que concerne às situações de trabalho as resistências são frequentemente reconhecidas como manifestações coletivas, mais ou menos organizadas, como as greves, as paralisações, entre outras, a fim de provocar negociações e fazer valer reivindicações sejam salariais, de duração de jornada, de efetivos, de classificação profissional, de organização e de ritmo de trabalho. No entanto, não podemos limitar a questão das "resistências no trabalho" a estas ações reivindicativas mais dirigidas. Isso deixaria de fora uma parte muito importante da “combatividade”, da luta humana no trabalho. O que se quer questionar aqui é a própria ideia de transformação enfatizando-a como um processo contínuo. Neste processo contínuo de transformação atos, gestos, palavras, aparentemente insignificantes, que nunca são objeto de publicidade, ao contrário, que são frequentemente desvalorizados, tem a potência de subverter a ordem estabelecida concretizando um trabalhador diferente. Buscamos demonstrar formas de "resistências" aninhadas no oco das atividades de trabalho e suas relações com as transformações da vida social e a saúde mental.
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