Estudos transcendentais de Francisco Mignone: nacionalismo ou internacionalismo?

Autores

  • Neander Cândido da Silva Núcleo Villa-Lobos de Educação Musical
  • Guilherme Silveira Nascimento Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Palavras-chave:

Francisco Mignone, Mário de Andrade, Estudos transcendentais, música brasileira, música nacionalista.

Resumo

Resumo

Neste artigo pretendemos verificar alguns aspectos composicionais dos Estudos transcendentais, de Francisco Mignone, e suas possíveis relações com o Nacionalismo Musical da época. Nessa obra, composta em 1931, Mignone parece recorrer ao emprego de títulos poéticos brasileiros para camuflar uma linguagem musical internacional. Estaria ele fugindo da patrulha nacionalista de Mário de Andrade? Partindo de uma visão crítica dos Estudos transcendentais, nos perguntamos até que ponto pode-se relacionar o material musical à imagem “brasileira” sugerida pelos títulos.

 

Abstract

In this paper we intend to verify some compositional aspects of Transcendental etudes, by Francisco Mignone, and their possible relationships with the musical nationalism of the time. In this work, composed in 1931, Mignone seems to appeal to the use of Brazilian poetic titles to camouflage an international musical language. Was he running away from Mario de Andrade’s nationalist supervision? Starting from a critical view of Transcendental etudes, we wonder to what extent one can relate the musical material to the “brazilian” image suggested by the titles.

 

Keywords: Francisco Mignone; Mário de Andrade; transcendental etudes; brazilian music; nationalistic music.

Biografia do Autor

Neander Cândido da Silva, Núcleo Villa-Lobos de Educação Musical

Graduado em piano pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Professor de piano e musicalização do Núcleo Villa-Lobos de Educação Musical.

Guilherme Silveira Nascimento, Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Compositor, doutor em Música pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e bacharel em composição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor da Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

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Publicado

2015-07-07

Edição

Seção

Artigos