A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA PARA ATUAR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Autores

  • Laercio de jesus Café Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Vânia Lúcia Sampaio Brandão Universidade do Estado do Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.36704/irc.v24i2.10518

Palavras-chave:

formação, professor, matemática, educação especial

Resumo

A formação do professor de Matemática para atuar na Educação Especial é uma necessidade urgente diante do desafio de garantir a inclusão de estudantes com deficiência nas escolas. Observa-se, entretanto, que muitas licenciaturas ainda não preparam adequadamente esses profissionais, o que resulta em práticas docentes despreparadas e, em alguns casos, excludentes. O objetivo desta reflexão é discutir a importância de uma formação docente que contemple conhecimentos sobre diferentes deficiências e seus impactos na aprendizagem matemática, o domínio de uma didática inclusiva, com capacidade de realizar adaptações curriculares, e a familiaridade com recursos e tecnologias assistivas, a fim de construir práticas pedagógicas que assegurem equidade e acessibilidade. A metodologia adotada é de caráter teórico-documental, fundamentada na análise da LDB (Lei nº 9.394/1996), da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008) e da BNCC (2017), as quais estabelecem como princípios a equidade, a valorização da diversidade e a garantia dos direitos de aprendizagem para todos. No campo das estratégias pedagógicas, destacam-se o ensino colaborativo, em que professores da Educação Comum e da Educação Especial atuam conjuntamente no planejamento e na execução das aulas favorecendo o acompanhamento individualizado e a cooperação entre os estudantes, e as metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos, a sala de aula invertida e a rotação por estações, que promovem maior protagonismo dos alunos, incentivam a autonomia e possibilitam adaptações curriculares conforme diferentes ritmos e estilos de aprendizagem. A integração desses elementos fortalece a prática docente e contribui para superar as barreiras ainda presentes no ensino de Matemática, promovendo um ambiente de aprendizagem em consonância com a legislação inclusiva e os princípios da BNCC. Conclui-se que a articulação entre formação inicial, atualização contínua, estratégias pedagógicas inclusivas e respaldo legal é fundamental para assegurar uma educação matemática verdadeiramente equitativa, inclusiva e de qualidade para todos os estudantes.

Biografia do Autor

Vânia Lúcia Sampaio Brandão, Universidade do Estado do Mato Grosso do Sul

Aluno do curso de Matemática

Referências

BEYER, H. O. Inclusão e avaliação na escola: de alunos com necessidades educacionais especiais. Porto Alegre: Mediação, 2006.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 dez. 1996.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 7 jul. 2015.

CARVALHO, R. E. Educação inclusiva: com os pingos nos is. 7. ed. Porto Alegre: Mediação, 2014.

FREITAS, L. C. de. Educação inclusiva e formação docente: desafios contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2021.

GLAT, R. Educação inclusiva: cultura, política e formação de professores. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2019.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2003.

MENDES, E. G. Formação de professores e práticas inclusivas. Campinas: Autores Associados, 2018.

MITTLER, P. Educação inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

OLIVEIRA, G. S. de (org.). O ensino de matemática na perspectiva da educação inclusiva. Uberlândia: FUCAMP, 2020.

SANTOS, L.; SOUZA, M.; ALMEIDA, R. Tecnologias assistivas e ensino de Matemática. Revista Educação e Tecnologia, v. 12, n. 2, p. 23–36, 2021.

Capa da Revista Intercursos, volume 24, número 2, jul–dez de 2025. Na parte superior, em letras brancas maiúsculas sobre um fundo em degradê azul-roxo, lê-se: “A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA PARA ATUAR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL”.  A ilustração central mostra uma professora jovem, de pele clara, cabelos castanhos curtos e óculos, sentada à esquerda de uma mesa. Ela usa camisa verde-água e camiseta roxa e faz sinais com as mãos em Língua de Sinais. À direita, um estudante menino, também de pele clara e cabelo castanho curto, responde aos sinais com as mãos, sorrindo. Entre os dois, sobre a mesa, há um livro aberto com sinais em relevo lembrando Braille.  Ao fundo, à esquerda, um quadro verde com fórmulas e símbolos matemáticos, como a² + b² = c², x + y = 7, π e frações. À direita, um fundo digital em tons de azul e roxo com quadradinhos luminosos e telas: um monitor com gráfico de linhas, outro painel com letras e pontos, e um ícone de orelha em destaque, simbolizando acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.  Na parte inferior da capa, sobre fundo roxo, está o texto: “Revista Intercursos” em fonte serifada grande, e abaixo, em menor tamanho: “volume 24, n° 2 • JUL-DEZ, 2025”.

Downloads

Publicado

2025-12-22

Como Citar

Café, L. de jesus, & Sampaio Brandão, V. L. (2025). A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA PARA ATUAR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL. Intercursos Revista Científica, 24(2), 6–18. https://doi.org/10.36704/irc.v24i2.10518