A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA PARA ATUAR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
DOI:
https://doi.org/10.36704/irc.v24i2.10518Palavras-chave:
formação, professor, matemática, educação especialResumo
A formação do professor de Matemática para atuar na Educação Especial é uma necessidade urgente diante do desafio de garantir a inclusão de estudantes com deficiência nas escolas. Observa-se, entretanto, que muitas licenciaturas ainda não preparam adequadamente esses profissionais, o que resulta em práticas docentes despreparadas e, em alguns casos, excludentes. O objetivo desta reflexão é discutir a importância de uma formação docente que contemple conhecimentos sobre diferentes deficiências e seus impactos na aprendizagem matemática, o domínio de uma didática inclusiva, com capacidade de realizar adaptações curriculares, e a familiaridade com recursos e tecnologias assistivas, a fim de construir práticas pedagógicas que assegurem equidade e acessibilidade. A metodologia adotada é de caráter teórico-documental, fundamentada na análise da LDB (Lei nº 9.394/1996), da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008) e da BNCC (2017), as quais estabelecem como princípios a equidade, a valorização da diversidade e a garantia dos direitos de aprendizagem para todos. No campo das estratégias pedagógicas, destacam-se o ensino colaborativo, em que professores da Educação Comum e da Educação Especial atuam conjuntamente no planejamento e na execução das aulas favorecendo o acompanhamento individualizado e a cooperação entre os estudantes, e as metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos, a sala de aula invertida e a rotação por estações, que promovem maior protagonismo dos alunos, incentivam a autonomia e possibilitam adaptações curriculares conforme diferentes ritmos e estilos de aprendizagem. A integração desses elementos fortalece a prática docente e contribui para superar as barreiras ainda presentes no ensino de Matemática, promovendo um ambiente de aprendizagem em consonância com a legislação inclusiva e os princípios da BNCC. Conclui-se que a articulação entre formação inicial, atualização contínua, estratégias pedagógicas inclusivas e respaldo legal é fundamental para assegurar uma educação matemática verdadeiramente equitativa, inclusiva e de qualidade para todos os estudantes.
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