Vozes de Notre-dame: as estratégias do discurso religioso na organização urbana
Resumo
É preciso falar das cidades. Nunca se terá falado suficientemente sobre elas. Seus espaços constitutivos, os edifícios públicos, os boulevards, os becos, os guetos e o subúrbio se revestem continuamente de um caráter significativo, sem o qual o urbano não pode ser compreendido. A cidade é polissêmica. Não há um único sentido capaz de conter-lhe os significados. Não obstante, para fins de direcionamento de pesquisa, elegemos um dos significantes da cidade: as margens. O Ocidente tem certa obsessão por limites. A civitas se forma a partir de uma compreensão mais ou menos clara entre dois oponentes: um que é afeito à cidade e outro que lhe é avesso. Dentre os vários discursos que perpassam a formação urbana, um deles é o religioso. A religião apresenta-se a si mesma como instituição capaz de promover a inclusão dos que se afastam de certo ideal propalado. Neste artigo, a proposta é analisar o discurso religioso com base em suas estratégias argumentativas e, a partir dele, traçar um esboço para a compreensão do espaço urbano.
Palavras-chave: cidade; discurso; argumentação; subúrbio.
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