Capital cultural familiar e desempenho escolar: Evidências do sistema de avaliação da educação básica

Autores/as

  • Valnides Araújo Costa Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Maria Angélica Ferreira Universidade do Estado de Minas Gerais

Resumen

Pesquisas apontam que fatores econômicos são determinantes no desempenho escolar, desde o ensino superior (BOURDIEU; PASSERON, 2018; MASCARENHAS; ROAZZI, 2015) até as fases iniciais de formação intelectual do ensino médio às séries da primeira fase da educação básica (DAVILA-BACARJI; ELIAS, 2005; CHECHIA; ANDRADE, 2005; FERREIRA et al., 2010; MARTURANO, 2012; REZENDE; CANDIAN, 2012; MONTEIRO et al., 2013; ARAÚJO; ALMEIDA, 2014). Recentemente, uma análise dos dados sociodemográficos dos participantes da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio constatou que a condição familiar do candidato é determinante de 89,9% do desempenho (HARTMANN, 2019). Pesquisas em eficácia escolar são comuns desde a publicação, na década de 1960, dos relatórios Coleman (EUA) e Plowden (Inglaterra) (BROOKE; SOARES, 2008). No Brasil, desde 1995, com a consolidação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), é possível realizar análises acerca da eficácia escolar ou qualidade da educação nos seus três níveis, verificando, inclusive, aspectos culturais e econômicos das famílias e sua relação com o desempenho escolar (JESUS et al., 2004; LAROS et al., 2008; LAROS et al., 2010; MONTEIRO et al., 2013; ALMEIDA, 2014; TRAVITZKI et al., 2017). Dessa forma, em razão da relevância para todos os envolvidos no processo de educação, em especial, para as Políticas Públicas Educacionais, e, ainda, por ser uma temática que abrange o campo de atuação do Pedagogo e que, consequentemente, possa dar subsídios ao seu trabalho, o projeto tem como objetivo identificar quais preditores atribuídos aos três estados do Capital Cultural da família explicam o desempenho escolar em Português e Matemática.

Publicado

2022-06-21