As representações pragmáticas científicas das montanhas e morros mineiros nos relatos de Auguste de Saint-Hilaire no século XIX
Resumen
O presente trabalho busca entender como as montanhas de Minas Gerais eram representadas nos relatos de viagem de Auguste de Saint-Hilaire escritos no início do século XIX. Os relatos escolhidos são Viagem às nascentes do rio São Francisco, Viagens pelas províncias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e Segunda Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, escritos durante sua viagem, ao então, Reino Unido de Portugal. Destacamos a influência da tradição científica alemã do século XVIII, principalmente de Alexander Von Humboldt e sua busca pela totalidade da natureza e por entender as paisagens como detentoras de fisionomias. Nessa corrente, ciência e estética se unem para estudar o mundo natural. Dessa forma, pautados na História Cultural e munidos dos conceitos de Representação e Apropriação de Roger Chartier, analisamos as fontes em busca da percepção do autor sobre as elevações descritas durante sua viagem. Em linhas gerais, o autor apresenta uma abordagem humboltiana das montanhas apresentando algumas permanências de abordagens vindas da tradição iluminista enciclopedista, além de novidades, principalmente contribuições para as ciências em formação como a geografia. Sua abordagem traz elementos da estética do sublime e do pitoresco, além de análises pragmáticas pautadas no potencial científico e econômico das elevações, foco desse artigo.
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