A mercantilização do conhecimento: a lógica capitalista das publicações cientificas acadêmicas
Abstract
A organização da produção humana a que estamos sujeitados possui uma ligação intrínseca com a forma de organização da sociedade atual. Neste contexto ligado à produção, destacamos o meio acadêmico e suas especificidades. Observamos que, atualmente, há uma grande indução à excessiva produção na academia. Os fatores que intensificam este apelo por produção e publicações são vários, seja tornar um currículo robusto, conseguir um diferencial nos processos seletivos que utilizam a análise do currículo e vários outros motivos que aumentam ainda mais esta alusão à produtividade em meio acadêmico. Entender este fenômeno torna-se imprescindível e necessário, desta maneira, este artigo visa discutir essa temática a partir de uma revisão bibliográfica sobre esse assunto. A forma como encontra-se organizado o meio acadêmico, ligado às produções científicas, em nosso ponto de vista, assemelham-se a um jogo com regras, participantes, pontuações e várias outras características. Assim, podemos denominar esta forma de organização como sendo: o jogo acadêmico. Neste jogo acadêmico, o pesquisador é persuadido a produzir constantemente, trabalha-se nesta produção propriedades que estão ligadas à lógica capitalista, como por exemplo, a métrica tempo e a medida de quantidade, nas quais, quanto mais rápido produzir melhor é, e quanto maior a quantidade também. Nas considerações finais apresentamos uma breve reflexão frente às contribuições dos diversos autores e suas obras que compõem esta revisão bibliográfica, destacamos aqui o autor Pierre Bourdieu e seu livro “Os usos sociais da ciência por uma sociologia clínica do campo científico” e Johan Huizinga e seu livro “Homo Ludens”.
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