A era do vazio: o neotribalismo como lugar de sentido

Autores

  • Antonio Carlos Barbosa da Silva Universidade Estadual Paulista - UNESP-Assis
  • Marina Coimbra Casadei Barbosa da Silva Universidade Estadual Paulista - UNESP-Marília

Resumo

Este artigo apresenta reflexões sobre a constituição subjetiva do indivíduo numa sociedade de consumo e o neotribalimo como um dispositivo capaz de resgatar o sujeito coletivo. Para tanto, iniciamos a discussão articulando três elementos que sustentam a sociedade contemporânea - produção, desejo e consumo – e os analisamos enquanto constituidores da subjetividade individual. Num segundo momento analisamos as formações comunitárias como possíveis instituições que resistem as imposições subjetivas do capital, destacando o neotribalismo, como uma metáfora da contemporaneidade que é utilizada no resgate de valores comunitários ditos nobres (lealdade, fidelidade, compaixão) na tentativa de preencher o vazio deixado pela falência das instituições contemporâneas (família, escola, trabalho) quanto à orientação social dos sujeitos. Por fim, nosso desfecho averigua se o neotribalismo é lócus da identidade coletiva capaz de resistir às investidas alienantes do capital ou está, ingenuamente, contribuindo para a manutenção de uma sociedade de consumo.

Biografia do Autor

Antonio Carlos Barbosa da Silva, Universidade Estadual Paulista - UNESP-Assis

Professor. Doutor. Departamento de Psicologia Evolutiva, Social e Escolar. UNESP-Assis

Marina Coimbra Casadei Barbosa da Silva, Universidade Estadual Paulista - UNESP-Marília

Formada em Psicologia pela UNESP- Assis, e Mestranda em Educação na UNESP-Marília.

 

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Publicado

22/07/2021

Edição

Seção

Artigos