O papel do design no vestuário para pessoas neurodivergentes
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https://doi.org/10.36704/pendes.v6i1.10992Parole chiave:
design inclusivo, neurodiversidade, conforto sensorial, codesign, cidadania e designAbstract
Este artigo analisa o papel do design no vestuário para pessoas neurodivergentes, com foco na invisibilidade das demandas sensoriais na moda convencional. Parte-se do entendimento de que roupas não exercem apenas função estética ou protetiva, mas atuam como mediadoras entre corpo, ambiente e experiência cotidiana. Por meio de revisão narrativa da literatura, articulam-se contribuições do design inclusivo, da ciência têxtil e dos estudos da neurodiversidade para discutir como escolhas materiais, modelagens e acabamentos podem favorecer o conforto ou produzir barreiras de uso. Os resultados mostram que a padronização da indústria da moda tende a ignorar diferenças corporais e perceptivas, fazendo com que os usuários precisem se adaptar às roupas disponíveis. Em contraponto, práticas participativas como o codesign e a escuta ativa, aliadas a soluções construtivas centradas no conforto sensorial (costuras planas, etiquetas não irritantes, tecidos respiráveis, variedade de modelagens), mostram potencial para ampliar autonomia, pertencimento e participação social. Conclui-se que o design de vestuário possui responsabilidade social e que considerar o conforto sensorial deve ser entendido como um requisito de qualidade, e não como um diferencial opcional.
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