Moda ancestral: valorização do design de moda por meio das estéticas afro-diaspóricas e indígenas

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Autores

  • Maria Eduarda Corrêa dos Santos Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
  • Neide Schulte Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) https://orcid.org/0000-0001-5690-5819
  • Icleia Silveira Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

DOI:

https://doi.org/10.36704/pendes.v6i1.10990

Palavras-chave:

São Paulo Fashion Week, moda ancestral, estéticas afro-diaspóricas e indígenas, cultura decolonia

Resumo

Fundamentada em uma abordagem decolonial, a pesquisa discute como estilistas negros e indígenas utilizam a moda expressando suas heranças culturais através de elementos estéticos e ancestrais. Este artigo investiga a valorização do design de moda por meio das estéticas afro-diaspóricas e indígenas contemporâneas e ancestrais, presentes nos desfiles do São Paulo Fashion Week (SPFW). Quanto à abordagem, a pesquisa assume caráter qualitativo e natureza descritiva, com pesquisa documental e análise qualitativa dos dados. Quanto aos resultados, constatou-se o papel da moda decolonial na criação de narrativas que rompem com o padrão eurocêntrico dominante. A análise dos desfiles de marcas como Meninos Rei, Isaac Silva e Maurício Duarte Brand evidencia a importância do ativismo identitário na transformação do cenário da moda nacional. Conclui-se que a incorporação dessas estéticas no SPFW representa um importante avanço na promoção da diversidade cultural e na ampliação de espaços dedicados à valorização da moda ancestral.

Biografia do Autor

Maria Eduarda Corrêa dos Santos, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Mestranda em Design de Vestuário e Moda pelo Programa de Pós-Graduação em Moda da Universidade do Estado de Santa Catarina, graduada em Moda, com habilitação em Design de Moda (2023), pela mesma instituição. Possui experiência em pesquisa e desenvolvimento de coleção, com destaque para a coleção autoral intitulada Afrofuturismo e pesquisas decoloniais latino-americanas na moda. Desenvolve investigações que compreendem a moda como linguagem cultural, narrativa visual e ferramenta de expressão política. É pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro (NEAB) e à Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), além de integrar a equipe editorial do e-periódico ModaPalavra.

Neide Schulte, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Graduada em Desenho e Plástica pela Universidade Federal de Santa Maria (1992), especialização em Ensino da Arte pela Univille e especialização em Moda pela Universidade do Estado de Santa Catarina, mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003), doutorado em Design pela PUC-Rio (2011). Atualmente é professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina com atuação na graduação, mestrado e doutorado do curso de Moda, na linha de pesquisa Moda e Sociedade, e Diretora de Extensão do Ceart- Udesc.

Icleia Silveira, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Doutora em Design (2011) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Mestra em Engenharia da Produção (2003) pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Desenho Industrial, Estilismo e Modelagem de moda (1992) pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Atualmente, é professora do quadro efetivo de docentes do curso de bacharelado em moda e do Programa de Pós-Graduação em Design de Vestuário e Moda (PPGModa), ambos da Udesc. Atua, leciona e pesquisa as seguintes áreas: ergonomia, modelagem plana do vestuário, moulage, processos produtivos nas indústrias têxteis e de confecção, gestão do conhecimento, negócios de moda e aprendizagem organizacional.

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Publicado

06/07/2026

Como Citar

SANTOS, Maria Eduarda Corrêa dos; SCHULTE, Neide; SILVEIRA, Icleia. Moda ancestral: valorização do design de moda por meio das estéticas afro-diaspóricas e indígenas. Pensamentos em Design, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 199–217, 2026. DOI: 10.36704/pendes.v6i1.10990. Disponível em: https://revista.uemg.br/pensemdes/article/view/10990. Acesso em: 6 ago. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Colóquio Internacional de Design 2025