IDENTIFICAÇÃO DE SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA A PARTIR DO RELATO DE PUÉRPERAS CADASTRADAS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE UM MUNÍCIPIO DO INTERIOR DE MINAS GERAIS
Identificación de situaciones de violencia obstétrica a partir del informe de puerperas inscritas en la estrategia de salud familiar de un municipio del interior de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.36704/cipraxis.v18i33.5655Palavras-chave:
Obstetrícia, Violência Obstétrica, PuerpérioResumo
Introdução: A violência obstétrica é um problema social, no qual a mulher é deixada em segundo plano no no cenário parturitivo. Objetivo: Identificar situações de violência obstétrica a partir do relato de puérperas cadastradas na Estratégia de Saúde da Família de um município do interior de Minas Gerais. Métodos: Trata-se de pesquisa descritiva, realizada com a aplicação de um formulário a 80 puérperas cadastradas nas Unidades de Saúde da Família e tabulação em planilha eletrônica. Resultados: Os resultados apresentaram puérperas de 18 a 45 anos. Quanto ao tipo de parto, 33 (41,25%) foram cesáreas, indicando que ainda é superior ao preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Entre as mulheres que realizaram parto normal, 31 (65,96%) relataram que o exame de toque foi recorrente e 32 (68,09%) disseram que foi utilizada medicação para acelerar as contrações uterinas. A maioria teve a presença de acompanhante, porém 6 (7,50%) relataram que não foi permitida a entrada de acompanhante. A maioria das puérperas 52 (65%) desconhecia o significado do termo violência obstétrica, 59 (73,75%) mulheres relataram que nunca sofreram violência obstétrica e 21 (26,25%) já sofreram. Conclusão: Aponta-se a necessidade de maior enfoque em atividades de educação em saúde sobre o assunto, em especial para gestantes e seus acompanhantes desde o acompanhamento pré-concepcional e pré-natal.
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