POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
UM DESAFIO À SAÚDE COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.36704/ppp.v18i36.9610Palavras-chave:
Sistema Único de Saúde (SUS), Políticas públicas, Saúde Coletiva, Reforma Sanitária BrasileiraResumo
O artigo discute o Sistema Único de Saúde- SUS como resultado de um processo histórico-cultural longo, originado na Reforma Sanitária. Sob uma perspectiva marxista, entende-se que as relações de produção moldam a sociedade, e a base econômica, formada no Brasil a partir de séculos de exploração colonial, determina sua estrutura social e política. Essa base consolidou uma elite agrária e comercial que mantém o poder econômico e político, com o Estado atuando como mediador dos privilégios dessa elite. O Estado, nesse sentido, funciona como um aparelho repressor de classe, utilizando a ideologia para manter a exploração capitalista. No campo da saúde, o SUS é uma conquista social, mas sofre boicotes por meio do subfinanciamento e do favorecimento ao setor privado, limitando seu potencial de transformação social. Apesar de democratizar o acesso à saúde, o SUS não rompe completamente com as lógicas de mercantilização, refletindo uma alienação dos profissionais de saúde, cujo trabalho é expropriado para fins lucrativos. O artigo argumenta que as contradições ideológicas presentes no SUS, embora criem tensões, também podem ser vistas como motores de resistência. A prática política, portanto, é apresentada como uma alternativa para defender o SUS, defendendo sua universalidade e equidade.
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