Formação profissional e a questão racial: notas reflexivas para o serviço social

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Autores

  • Maria Isabel Soares Barros Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Palavras-chave:

formação profissional, antirracismo, serviço social

Resumo

Este artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa em desenvolvimento no âmbito da pós-graduação, com o objetivo de analisar criticamente os avanços, limites e possibilidades da formação profissional antirracista no Serviço Social. Fundamentado no materialismo histórico-dialético, recorreu-se à pesquisa bibliográfica e documental. Parte-se da compreensão de que o racismo não se restringe a uma herança colonial, mas configura enquanto um elemento constitutivo do capitalismo, sendo funcional à sua reprodução. Nessa perspectiva conclui-se que a formação antirracista é uma expressão de resistência contra as determinações do capital, convocando a categoria profissional a reafirmar seu compromisso ético-político com a luta antirracista e com a construção de uma sociedade emancipada.

Biografia do Autor

Maria Isabel Soares Barros, Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Serviço Social na Universidade Federal de Pernambuco; Graduada (2022) e Mestra (2026) em Serviço Social pela Universidade Estadual da Paraíba; Especialista em Relações de gênero, raça/etnia e em Políticas públicas e direitos sociais, ambas pelo Centro Universitário Internacional (2023). 

 

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Publicado

2026-04-25

Como Citar

Soares Barros, M. I. (2026). Formação profissional e a questão racial: notas reflexivas para o serviço social. Serviço Social Em Debate, 8(2). Recuperado de https://revista.uemg.br/serv-soc-debate/article/view/10075