O DEBATE SOBRE O INSTRUMENTAL TÉCNICO-OPERATIVO NO SERVIÇO SOCIAL: uma abordagem a partir do método crítico dialético
DOI:
https://doi.org/10.36704/ssd.v7i2.7632Palavras-chave:
Instrumentalidade, Método, MediaçãoResumo
Este trabalho teve como objetivo discutir de que forma a instrumentalidade do Serviço Social nos auxilia a compreender criticamente os instrumentais ténico-operativos, pela via do método crítico dialético. Por meio de uma análise bibliográfico-documental, buscou historicizar o debate sobre a instrumentalidade no Serviço Social brasileiro e suas relações com a conversão ao materialismo histórico-dialético. Assim, demonstrou também como a prevalência dos instrumentais técnico-operativos pode refletir a alienação cotidiana nos distintos espaços sócio-ocupacionais, mascarando sobre a pretensa marca da neutralidade técnica a manutenção do status quo. Dessa maneira, é possível concluir que há um imbricamento necessário entre o entendimento da instrumentalidade do Serviço Social e a concepção metodológica hegemônica na categoria, coadunando em análises que, essas sim, dotadas de reflexão crítica e movimento, serão capazes de auxiliar a pensar formas de intervenção em prol da classe trabalhadora.
Referências
NETTO, J. P. Capitalismo monopolista e Serviço Social. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
IAMAMOTO, M.; CARVALHO, R. Relações sociais e o Serviço Social no Brasil - esboço de uma interpretação histórico-crítica. 41. ed. São Paulo: Cortez, 2014.
CASTRO, M. M. História do Serviço Social na América Latina. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MARTINELLI, M. L. Serviço Social - Identidade e alienação. 16. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2011.
RICHMOND, M. E. Social Diagnosis. New York: Russell Sage Foundation, 1917.
GUERRA, Y. A dimensão técnico-operativa do exercício profissional. In: A dimensão técnico-operativa no Serviço Social - Desafios contemporâneos. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2018
VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e linguagem. 2. ed. São Paulo: WMF Martins, 2009.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
GUERRA, Y. A instrumentalidade do Serviço Social. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2014.
LEONTIÉV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2004.
LUKÁCS, G. Para uma ontologia do ser social I. 2. ed. São Paulo: Boitempo Editorial, 2018.
LURIA, A. R. A mente e amemória - um pequeno livro sobre uma vasta memória. São Paulo: Editora Manrtins Fontes, 1999.
LURIA, A. R. Desenvolvimento Cognitivo - seus fundamentos sociais e culturais. 7. ed. São Paulo: Ícone, 2016.
LURIA, A. R. O homem com um mundo estilhaçado. Petropólis, Rio de Janeiro: Vozes, 2008.
LESSA, S.; TONET, I. Introdução à filosofia de Marx. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.
NETTO, J. P. Ditadura e Serviço Serviço Social - uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 17. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2018.
IAMAMOTO, M. Renovação e conservadorismo no Serviço Social. 13. ed. São Paulo - SP: Cortez Editora, 2013.
HOBSBAWN, E. A era dos impérios (1875-1914). 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2018.
BARROCO, M. L. S. Ética - fundamentos sócio-históricos. 3. ed. São Paulo - SP: Cortez Editora, 2010. 8v.
MONTAÑO, C. A natureza do Serviço Social. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
IAMAMOTO, M. Serviço Social em tempo de capital fetiche - capital financeiro, trabalho e questão social. 9. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2015.
HARVEY, D. 17 contradições e o fim do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2016.
ANTUNES, R. O privilégio da servidáo. São Paulo - SP: Boitempo, 2018.


