Descolonizar para educar: reflexões bibliográficas sobre relações étnico-raciais na Educação brasileira
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Este artigo, de natureza bibliográfica, analisa criticamente as relações étnico-raciais na educação brasileira, especialmente no contexto da educação básica no Brasil, com foco na descolonização dos currículos em diálogo com a matriz decolonial. Fundamentado em autores como Munanga, Gomes, Fanon, Quijano e Walsh, discute-se a importância do ensino da história da África e da população negra como estratégia de reparação histórica e afirmação identitária de matriz africana, argumenta-se que a permanência de uma lógica curricular eurocentrada expressa a continuidade da colonialidade do poder e do saber no campo educacional. Os resultados indicam que a escola pode constituir-se como espaço de resistência e emancipação, embora tal potencial dependa de condições institucionais, formativas e políticas específicas. A análise organiza-se em três eixos: educação antirracista, descolonização curricular e racismo estrutural, permitindo mapear algumas tendências, identificar certas lacunas e propor alguns caminhos para uma educação comprometida com a equidade racial.Palavras-chave: Relações étnico-raciais. Descolonização curricular. Decolonialidade. Educação antirracista. Identidade.
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