Affections and memory: cinema in the historicization of the brazilian military dictatorship
DOI:
https://doi.org/10.36704/rhp.v3i6.9383Keywords:
Ditadura, Cinema, Memória, HistóriaAbstract
This article seeks to reflect on the relationship between cinema, education, memory, and history. It is based on the premise that cinematic images about the period of the military dictatorship in Brazil hold educational potential, contributing to the historicization of sensitive pasts. We argue that cinema, more than a form of language, is a space of emotions that fosters the ethical, political, and aesthetic development of viewers. Additionally, it plays a fundamental role in constructing collective memory by giving visibility to the experiences of dictatorship victims and enabling audiences to see, feel, and critically reflect on this period. Finally, we highlight that the presence of national cinema in educational institutions creates opportunities to break with forgetting and universalist Western narratives, allowing for new interpretations and narratives about Brazil's military dictatorship.
References
ABREU, Marcelo Santos de; BIANCHI, Guilherme; DE FARIA PEREIRA, Mateus Henrique. Popularizações do passado e historicidades democráticas: escrita colaborativa, performance e práticas do espaço. Revista Tempo e Argumento, v. 10, n. 24, p. 279-315, 2018.
AINDA ESTOU AQUI. Direção: Walter Salles. Brasil: RT Features, VideoFilmes, 2024. 1 filme (2h18min).
BAUER, Caroline Silveira. Entre o lembrar e o esquecer: as rememorações dos 40 e 50 anos do golpe e da implantação da ditadura civil-militar. In: DIÓGENES, Osmar Maia; GONÇALVES, Daniel; MARQUES, Paulo R. F. O. (orgs.). Ainda 1964: história política e sensibilidades. Fortaleza: MALCE, 2014. p. 19-38.
BAUER, Caroline Silveira; NICOLAZZI, Fernando Felizardo. O historiador e o falsário: usos públicos do passado e alguns marcos da cultura histórica contemporânea. Varia Historia, v. 32, n. 60, p. 807-835, 2016.
BATISMO DE SANGUE. Direção: Helvécio Ratton. Brasil: TvZero, 2006. 1 filme (110 min).
DELLAMORE, Carolina; AMATO, Gabriel; BATISTA, Natalia (Ed.). A ditadura na tela: o cinema documentário e as memórias do regime militar brasileiro. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 2018.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Imagens apesar de tudo. Tradução de Vanessa Brito e João Pedro Cachopo. Lisboa: KKYM, 2012.
FRESQUET, Adriana; CLARISSA, Nanchery. Abecedário de cinema com Alain Bergala. [S.l.]: LECAV, 2012.
HUYSSEN, Andreas. Seduzidos pela memória. Tradução de Jeanne Marie Gagnebin. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2000.
HUYSSEN, Andreas. Usos tradicionais do discurso sobre o Holocausto e o colonialismo. In: ____. Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória. Tradução de Vera Ribeiro. 1. ed. Rio de Janeiro: Contraponto: Museu de Arte do Rio, 2014. p. 177-194.
MIGLIORIN, Cezar. Inevitavelmente cinema: educação, política e mafuá. Rio de Janeiro: Azougue, 2015.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. São Paulo: Alfaguara, 2015.
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, p. 3-15, 1989.
SARLO, Beatriz. Tempo presente: notas sobre a mudança de uma cultura. Rio de Janeiro: José Olímpio, 2005.
TORTURA em tempos de encarceramento em massa. Disponível em: https://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/Tortura-em-tempos-de-encarceramento-em-massa-2018.pdf. Acesso em: 28 jan. 2025.






