Rede de atenção e direito do portador de transtorno mental ao convívio familiar e social

Autores

  • Patricia de Sousa Lourenco

Resumo

O presente artigo tem como objetivo defender a ideia de que o sujeito estruturado na psicose pode organizar-se nas várias dimensões humanas, vivendo em meio à sua realidade social e familiar, fora dos muros excludentes da subjetividade. Bastando, para tanto, que se ofereçam outros dispositivos de entrelaçamento a partir da sua realidade e que favoreçam seus laços sociais. Para justificar tal argumento percorremos pela superfície dos gerenciamentos sobre o conceito de normal e patológico e, da loucura que se faz com o sujeito apenas por ele se apresentar diferente e ao que isto implica em relação aos formatos e utilidades dos psicodiagnósticos. Desenvolvemos uma apresentação sobre um dos serviços de atenção em meio aberto que é o Centro de Referência da Assistência Social - CRAS, consonante com a reforma psiquiátrica, buscando refletir a importância da família neste processo e a necessidade de dispensar atenção a todos os seus membros e à comunidade no que tange o direcionamento de assistência à saúde mental. Nossa expectativa é demonstrar que é possível ser normal diferente em meio àqueles que estatisticamente são tidos como normais iguais.

Biografia do Autor

Patricia de Sousa Lourenco

Graduada em Serviço Social. Especialização em Saúde Mental pela Universidade Estácio de Sá de Juiz de Fora. Especialização em Educação Social pela Universidade Católica de Brasília. Atua como Assistente Social no Centro de Referência de Assitência Social - CRAS da cidade de Barbacena, Centro de Tratamento das doenças renais - Pró-Renal de Barbacena, e, Instituto Maternidade Policlínica - IMAIP de Barbacena-MG.

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Publicado

20/04/2020