Letras da paisagem: a memória gráfica popular da região do Barreiro, em Belo Horizonte, pelos traços dos pintores de letras
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https://doi.org/10.36704/pendes.v6i1.10984Parole chiave:
Tipografia, Vernacular, Memória gráfica, Design Gráfico, Belo HorizonteAbstract
Do cartaz “Aqui tem bolinho de feijão” aos muros que anunciam “Vendo este imóvel” e às placas informais de “Compro ouro e prata”, estamos imersos em uma polifonia visual enraizada nas formas populares de comunicação. Essas expressões tipográficas, à margem do discurso institucional, carregam signos e referências do universo regional e popular. Feitas à mão livre, em sua maioria, por letristas ou por práticas analógicas, essas manifestações gráficas registram e documentam as narrativas cotidianas que compõem a cidade. A partir da pesquisa de campo realizada no território do Barreiro, em Belo Horizonte, foram registrados artefatos tipográficos presentes no espaço público. O estudo investigou como essas manifestações se expressam na paisagem urbana. Como resultado prático, foram ainda desenvolvidos dois materiais gráficos: uma coleção de cartões postais e um livreto. Esses produtos documentam a gráfica popular com registros visuais e narrativos, que revelam o valor cultural e material dessas manifestações para o território delimitado.
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