Outros navios: design, identidade e memória na restituição e repatriação de objetos afro-diaspóricos
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https://doi.org/10.36704/pendes.v6i1.10981Palavras-chave:
design decolonial, repatriação cultural, repatriação digital, objetos africanos e indígenasResumo
O artigo examina como os museus, enquanto espaços de memória, podem atuar na resistência à colonialidade do poder ao promover contranarrativas e práticas de restituição e reparação cultural. A partir das perspectivas apresentadas por Priscila Arantes, em Há uma Gota de Sangue em Cada Museu (2019), e por Paula Santos Menezes e Estefania Pinol Álvarez, em A Descolonização dos Museus e a Restituição das Obras de Arte Africanas (2019), argumenta-se que tanto a contramemória no espaço expositivo quanto a restituição de bens culturais saqueados são estratégias complementares que rehumanizam narrativas e sujeitos historicamente marginalizados. Fundamentado em autores como Aníbal Quijano e Achille Mbembe, este trabalho explora os museus como arenas de disputas políticas e culturais, propondo uma nova ética relacional que desafie hierarquias coloniais e reposicione as narrativas históricas, seja por meio da repatriação física de objetos ou, na sua impossibilidade, a repatriação digital.
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