Proceso de medicalización por Metilfenidato en niños y adolescentes con TDAH: un estudio cualitativo con madres

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36704/cipraxis.v21i36.8169

Palabras clave:

Metilfenidato, Medicamento, Trastorno por Déficit de Atención con Hiperactividad

Resumen

Introducción: El Trastorno por Déficit de Atención e Hiperactividad (TDAH) es una condición del neurodesarrollo que se presenta en la infancia a través de la tríada de síntomas: falta de atención, hiperactividad e impulsividad. En el contexto brasileño, existe una creciente preocupación por el elevado número de diagnósticos de TDAH, asociado a un notable aumento en la comercialización del Clorhidrato de Metilfenidato para su tratamiento. Objetivo: Describir el proceso de medicalización infantil y adolescente en niños con TDAH desde la perspectiva materna. Métodos: Estudio descriptivo con enfoque cualitativo anclado en el marco teórico del pensamiento complejo. Participaron 11 madres de niños y adolescentes con TDAH y que usaban Metilfenidato. La recolección de datos se realizó a través de entrevistas grabadas en audio y se analizaron siguiendo las etapas iniciales de la Teoría Fundamentada con la ayuda del software MAXQDA. Resultados: El proceso de medicalización se explica mediante la categoría: Implicaciones respecto del diagnóstico, prescripción y consumo de Metilfenidato, que se desglosa en subcategorías: el diagnóstico de TDAH: reacciones maternas; neurólogo pediátrico que prescribe metilfenidato entre la 1.ª y 2.ª consulta; consumir metilfenidato únicamente en el ambiente escolar; profesor que administra metilfenidato; consumir metilfenidato todos los días; obteniendo resultados satisfactorios con el uso de metilfenidato y el tratamiento ininterrumpido.  Conclusión: La medicalización impacta significativamente la vida de las madres, quienes enfrentan desafíos relacionados con el diagnóstico y uso del Metilfenidato. Neuropediatras y docentes son parte de este complejo proceso. Esta investigación contribuye a la comprensión de la medicalización, destacando la importancia de intervenciones más integrales y adaptadas a las necesidades de los niños y sus familias. 

Biografía del autor/a

Maycon Hoffmann Cheffer, Centro Universitário Assis Gurgacz - FAG

Enfermeiro. Doutor em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, Paraná, Brasil. Mestre em Biociências e Saúde pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Cascavel, Paraná, Brasil. Bacharel e licenciatura em enfermagem pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Docente Adjunto no Centro Universitário Assis Gurgacz (FAG), Cascavel, Paraná, Brasil.

Luana Patricia Weizemann, Centro Universitário da Fundação Assis Gurgacz - FAG

Discente de Enfermagem no Centro Universitário Assis Gurgacz, Cascavel, Paraná, Brasil

Samara Dos Santos França, Centro Universitário Assis Gurgacz - FAG

Discente de Enfermagem no Centro Universitário Assis Gurgacz, Cascavel, Paraná, Brasil

Juliani Maltezo Trespach, Centro Universitário Assis Gurgacz - FAG

Discente de Enfermagem no Centro Universitário Assis Gurgacz, Cascavel, Paraná, Brasil

Maria Aparecida Salci, Universidade Estadual de Maringá - UEM

Enfermeira. Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestrado em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá. Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá - UEM, Paraná, Brasil

Ieda Harumi Higarashi, Universidade Estadual de Maringá - UEM

Enfermeira. Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos, Brasil. Mestrado em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PSE) da Universidade Estadual de Maringá - UEM, Maringá, Paraná, Brasil.

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Publicado

2025-07-21

Cómo citar

Hoffmann Cheffer, M., Weizemann, L. P., Dos Santos França, S., Maltezo Trespach, J., Rissi , G. P., Salci, M. A., & Higarashi, I. H. (2025). Proceso de medicalización por Metilfenidato en niños y adolescentes con TDAH: un estudio cualitativo con madres. Ciência ET Praxis, 21(36), 22–36. https://doi.org/10.36704/cipraxis.v21i36.8169