RACISMO INVISÍVEL! RACISMO ESTRUTURAL E INSTITUCIONAL A PARTIR DAS PERCEPÇÕES DE PESQUISADORES DO CAMPO DA ADMINISTRAÇÃO

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.36704/ppp.v19i38.11346

Palavras-chave:

Racismo estrutural, Racismo institucional, Administração

Resumo

Estudos indicam que as práticas de gestão nas organizações brasileiras são racializadas, perpetuando a desigualdade racial por meio de práticas organizacionais e estruturas sociais. Contudo, pouca atenção tem sido dada a estudos teórico-empírica que abordem o racismo estrutural e institucional no contexto acadêmico à luz do campo da Administração. Para explorar tal lacuna, o presente artigo busca compreender o racismo estrutural e institucional a partir das percepções de pesquisadores da área de Administração. Utilizando uma abordagem qualitativa, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com pesquisadores vinculados a Programas de Pós-Graduação em Administração das Universidades Catarinenses. Os resultados indicaram que os pesquisadores percebem o racismo estrutural como parte da constituição social, conceitualmente confuso e legitimado na sociedade. Quanto ao racismo institucional, este é por vezes desconhecido e envolve práticas sistemáticas relacionadas à estrutura racial e às organizações. Como principal contribuição, este artigo apresenta ao campo teórico e prático, a relação existente entre o racismo institucional e o isomorfismo mimético, destacando como as organizações reproduzem o racismo através da padronização de relações similares, perpetuando a desigualdade racial. Reconhecer esses padrões é crucial pois contribui para ampliar a compreensão do racismo estrutural e institucional, promovendo reflexões e ações transformadoras no ambiente acadêmico e organizacional.

Biografia do Autor

Karina Francine Marcelino, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Pós-doutoranda (estágio pós-doutoral) em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina - Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (UDESC/ESAG). Doutora em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina - Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (UDESC/ESAG) com período sanduíche em University of Technology Sydney. Especialista em Formação Pedagógica para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica (2023) pelo Instituto Federal Goiano. Mestra em Administração (2020) pela Universidade do Estado de Santa Catarina - Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (UDESC/ESAG). Pós-Graduada em Gestão de Pessoas (2018) pela Faculdade Municipal de Palhoça (FMP). Graduada em Administração Pública (2014) pela Universidade do Estado de Santa Catarina - Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (UDESC/ESAG). Analista Técnico Executivo - Esp. Técnico-Administrativa na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN/Ministério da Fazenda). Professora no UniSENAI. Pesquisadora associada do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB. Membra da Cátedra Antonieta de Barros: Educação para a Igualdade Racial e Combate ao Racismo com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Conselheira do Coletivo Negro Guerreiro Ramos (ESAG/UDESC). Coordenadora do Coletivo dos Servidores Negros da UFSC (NegrUFSC). Membra do Núcleo de Estudos Negros NEN. Membra da Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos relacionados à Educação dos Afro-brasileiros (Cadara), vinculada ao Ministério da Educação. Áreas de interesse: gestão pública, gestão de pessoas, gestão universitária, diversidade, equidade, inclusão, relações étnico-raciais e ações afirmativas. 

Mário César Barreto Moraes, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (1982), graduação em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1987), mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001). Conselheiro do Conselho Estadual de Educação do Estado de Santa Catarina - CEE-SC (2011-2023). Membro do Conselho Consultivo da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração - ANGRAD. Presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES/MEC (2019-2022). Presidente do CACS/FUNDEB de Santa Catarina (2017-2019). Membro da Comissão UNIEDU/FUMDES - Programa de Bolsas Universitárias do Estado de Santa Catarina. Presidente da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração - ANGRAD (2014-2016). Professor titular da Universidade do Estado de Santa Catarina - ESAG/UDESC. Diretor Geral da ESAG/UDESC (2010-2014); Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da ESAG/UDESC (2004-2006); Coordenador do Programa de Pós-Graduação Profissional em Administração da ESAG/UDESC (2021-2023; 2015-2018; 2006-2009; 2002-2004). Tem experiência na área de Administração e de Engenharia, em Ensino e em Estratégia, atuando principalmente nos seguintes temas: administração, educação, avaliação, ensino superior, educação básica e pareceres técnicos na área de educação e de legislação e normas do ensino superior. 

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Publicado

2026-10-13

Como Citar

Marcelino, K. F., & César Barreto Moraes, M. (2026). RACISMO INVISÍVEL! RACISMO ESTRUTURAL E INSTITUCIONAL A PARTIR DAS PERCEPÇÕES DE PESQUISADORES DO CAMPO DA ADMINISTRAÇÃO . Perspectivas Em Políticas Públicas, 19(38), 147–174. https://doi.org/10.36704/ppp.v19i38.11346