INDÚSTRIA ESPACIAL X EDUCAÇÃO ESPACIAL NO BRASIL: (DES)AJUSTES GEOGRÁFICOS E OUTROS PADRÕES

Autores

  • Andrea Cabello UnB
  • Michele Melo
  • Lúcia Freitas

DOI:

https://doi.org/10.36704/ppp.v18i36.9589

Palavras-chave:

indústria espacial, educação espacial, cluster tecnológico

Resumo

Investigamos o vínculo da indústria espacial brasileira com o número de matrículas no ensino superior e verificamos se os padrões encontrados na indústria se repetem, permitindo-nos estimar tendências futuras. Utilizamos dados de educação de 2022 de cursos/disciplinas autorizados de Engenharia Astronáutica do Inep e da Capes, órgãos reguladores brasileiros da educação. Em relação às empresas espaciais, utilizamos os dados secundários da análise realizada por Cabello et al (2023). A indústria é muito mais concentrada territorialmente do que as matrículas universitárias na área, e isso não favorece o desenvolvimento do setor. O número de engenheiros aeroespaciais é provavelmente superior à procura do setor em anos não aquecidos, provavelmente devido à forte dependência do sector dos contratos públicos. Isto leva a um descompasso entre empresas e universidades que pode ter consequências muito graves para o desenvolvimento a longo prazo e exige uma política industrial-tecnológica-educacional bem articulada.

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

Cabello, A., Melo, M., & Freitas, L. (2025). INDÚSTRIA ESPACIAL X EDUCAÇÃO ESPACIAL NO BRASIL: (DES)AJUSTES GEOGRÁFICOS E OUTROS PADRÕES. Perspectivas Em Políticas Públicas, 18(36), 228–242. https://doi.org/10.36704/ppp.v18i36.9589