VAMOS FALAR DE HISTÓRIAS E CULTURAS AFRICANAS?

Vivências em um projeto de extensão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36704/sdhe.v5i2.7107

Palavras-chave:

Histórias e culturas africanas, Lei 10639/2003, Extensão Universitária, Formação Docente

Resumo

 A proposta deste relato de experiência é refletir sobre as vivências e observações feitas pelas bolsistas do projeto de extensão “Grupo de Trabalho História da África: Aproximando o continente dos educadores”. Desenvolvido desde 2021, na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (Campus BH), o projeto busca aproximar as discussões acadêmicas que tratam das Histórias e Culturas africanas, do público docente – seja aquele já formado e atuante e/ou aquele ainda em formação (graduandos). A partir de postagens em rede social e também de encontros virtuais, as ações do projeto serão apresentadas sob o ponto de vista da equipe coordenadora. Para tal, este relato está estruturado em três partes essenciais, a saber: apresentação do projeto; importância o ensino de Histórias e Culturas da África para a Educação; e os relatos das bolsistas, que trazem uma correlação dos aprendizados no projeto com as vivências profissionais. O nosso objetivo principal ao apresentar ao leitor esta proposta é leva-lo a refletir sobre os impactos que uma iniciativa como esta tem no campo educacional e também na perspectiva da afirmação dos direitos humanos.

Biografia do Autor

Isadora Pereira Lopes

Acadêmica do curso de Pedagogia Licenciatura da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais, tendo cursado anteriormente o curso de Pedagogia do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Rondônia, Campus Porto Velho (DECED/UNIR/PVH). Integrante do Grupo de Pesquisa Multidisciplinar em Educação e Infância (EDUCA). Compõe as linhas de pesquisa: Educação infantil e infância; Escola Rural e Ribeirinha; História da Educação; História da Educação Rural; Políticas públicas, gestão educacional e escolar. Desenvolve projeto de pesquisa intitulado: História da educação rural, infâncias e ações pedagógicas (1982 a 2020): As professoras e professores de escolas rurais e/ou ribeirinhas de Porto Velho: a docência e as infâncias; é membro do projeto de extensão: DIÁLOGOS.COM Pedagogias: centelhas educativas na/da história da educação rural e/ou ribeirinha. Desenvolve investigações nos seguintes campos: História da Escolarização de Crianças/Infâncias; Memórias, Cultura Material e Imaterial da Escola; Políticas Públicas. Pretende atuar como professora na área da educação e ensino das escolas públicas. Autora e coautora em duas publicações, a primeira figurando capítulo de livro do JOPEQAL- Encontro de Jovens Pesquisadores do Centro-Oeste e Norte do Brasil e da América Latina ciclo 2020/2021. A outra, capítulo de livro: Historiografia da Educação Amazônica e Infâncias, pela UFAM- Universidade Federal do Amazonas 2020/2021. Destaque e menção honrosa do Cnpq/PIBIC no ano de 2021. Co desenvolvedora de produto de Mestrado em Educação do Campo e Tecnologias Sociais: Matemática no Rural, de Júnia Lopes em 2021. Desenvolvedora de peças gráficas, digitais para redes sociais e interfaces como filtros, presets, artes. Curso de Design de Interface Digital pelo Senac - São Paulo (2013-2014). Curso Técnico de Formação Gerencial pelo SEBRAE-MG (2011-2012).

Kelly Natalina dos Santos, Universidade Do Estado de Minas Gerais

Possui graduação em Letras - Português e Espanhol pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Participou do Grupo de pesquisa: África e Brasil: repertórios literários e culturais, da mesma universidade. Trabalha como professora de literatura e produção de texto no Ensino Fundamental, anos finais. Também possui experiência em cursinho popular preparatório para o ENEM como professora de espanhol. Atualmente cursa Pedagogia na Universidade do Estado de Minas Gerais UEMG e integra, como bolsista, o grupo de extensão GT Historia da África: Aproximando o continente dos educadores da Fae/UEMG. Participa como voluntária do  grupo de extensao Egbara Wa e do grupo de Estudos Feministas da mesma universidade.

Rogéria Cristina Alves, Universidade do Estado de Minas Gerais

Doutora em História Social da Cultura (PPGHIS/UFMG). Mestre em História Social da Cultura (PPGHIS/UFMG). Especialista em Inspeção Escolar pelo Centro Universitário UNINTER (2014). Graduada em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (2009). Possui experiência no ensino de história, em diferentes níveis: ensino fundamental, médio e superior. Durante toda sua trajetória como estudante contou com apoio financeiro às suas pesquisas, por meio de bolsas concedidas por instituições públicas (FAPEMIG, CNPq). Entre 2016 e 2019 desenvolveu atividades profissionais, enquanto analista educacional, na Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais - SEE/MG, quando trabalhou diretamente com a formulação de políticas públicas estaduais para a Educação Escolar Quilombola e para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Atualmente é professora efetiva no departamento de Métodos e Técnicas de Ensino, da Faculdade de Educação (FAE/CBH) da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). É pesquisadora integrante do Tessituras de Nós - Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em gênero, sexualidade e educação, da Universidade do Estado de Minas Gerais. E do grupo Áfricas: história, política e culturas/UFMG. É coordenadora do Grupo de Trabalho de História da África, na ANPUH (seção MG).Integra a rede internacional de pesquisadores sobre Angola, "Angola Reserach Network".

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Publicado

2022-12-22

Como Citar

Pereira Lopes, I., Natalina dos Santos, K., & Cristina Alves, R. (2022). VAMOS FALAR DE HISTÓRIAS E CULTURAS AFRICANAS? : Vivências em um projeto de extensão. SCIAS. Direitos Humanos E Educação, 5(2), 122–143. https://doi.org/10.36704/sdhe.v5i2.7107