Estágio Supervisionado e Cuidado Invisibilizado: Reflexões do Serviço Social sobre mães atípicas

Visualizações: 67

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36704/ssd.v9i1.10145

Palabras clave:

maternidade atípica, estágio supervisionado, cuidado feminino, formação profissional, capacitismo

Resumen

O artigo tem como objetivo refletir sobre a centralidade do cuidado feminino no contexto das crianças e jovens com deficiência, com foco na maternidade atípica e na atuação do Serviço Social. Trata-se de uma pesquisa qualitativa baseada na experiência de estágio supervisionado, em que foram observados os desafios enfrentados por essas mães e a importância da escuta, do acolhimento e do fortalecimento de vínculos. Os resultados evidenciam a sobrecarga imposta às mulheres e a necessidade de práticas profissionais críticas e éticas. Conclui-se que a formação em Serviço Social deve aprofundar os debates sobre deficiência, cuidado e gênero, reconhecendo as especificidades dessa categoria da maternidade.

Biografía del autor/a

Ana Clara da Silva, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), E-mail: anacsalles55@gmail.com.

Maysa Silva, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Graduada em Serviço Social pela  Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), E-mail: anacsalles55@gmail.com.

 

 

Citas

BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política Social – fundamentos e história. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

BRANDENBURG, L. E.; LÜCKMEIER, C. A história da inclusão x exclusão social na perspectiva da educação inclusiva. Anais do Congresso Estadual de Teologia, São Leopoldo, v. 1, 2013.

BRASIL, C. C.; FLORIANO, D. C.; LIMA, L. A.; LIMA, M. C.; LEMOS, N. O trabalho do Serviço Social junto às pessoas com Transtorno do Espectro Autista: Desafios e possibilidades. Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, v. 16, n. 1, 2019.

BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 28 dez. 2012. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm>. Acesso em: 10 jun. 2025.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, 7 jul. 2015. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm>. Acesso em: 10 jun. 2025.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria GM/MS nº 1.526, de 11 de outubro de 2023: institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência (PNAISPD). Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2023/prt1526_16_10_2023.html.>. Acesso em: 10 jun. 2025.

BRASIL. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME. Política Nacional de Assistência Social – PNAS: 2004. Brasília: MDS, 2005. Disponível em: <https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf.>. Acesso em: 10 jun. 2025.

BRASIL, C. C; FLORIANO, D. C..; LIMA L. A.; LIMA, M. C. de; LEMOS, N. O trabalho do Serviço Social junto às pessoas com Transtorno do Espectro Autista: desafios e possibilidades. Anais do 16º Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais. Brasília, nov. 2019.

BRITO, C. C. de; JUNIOR, J. I. de M. A importância da Lei Brasileira de Inclusão (Lei n.º 13.146/2015) para a vida das pessoas com deficiência. Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, v. 16, n. 1, 2019.

CAPUTI, L. Supervisão de estágio em Serviço Social: significâncias e significados. Revista Katálysis, v. 19, n. 3, p. 389–394, dez. 2016.

CFESS. Conselho Federal do Serviço Social. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília, 1993.

CRISOSTOMO, K. N.; GROSSI, F. R. S.; SOUZA, R. S. (2019). As representações sociais da maternidade para mães de filhos/as com deficiência. Revista Psicologia e Saúde, 11(3), 79-96.

DINIZ, D.; BARBOSA, L.; SANTOS, W. R. dos. Deficiência, direitos humanos e justiça. Sur. Revista Internacional de Direitos Humanos, São Paulo, v. 6, n. 11, p. 64-77, dez. 2009.

DINIZ, Debora. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007. (Coleção Primeiros Passos; 324).

GAMA, A. C.; PARAVIDINI, C. C. dos S.; GUIMARÃES, D. N.; AMARAL, S. C. de S. O anticapacitismo e o poder das palavras: a linguagem como ideal de emancipação das pessoas com deficiência. Revista Philologus, v. 27, n. 81, supl., p. 1762–1772, 29 dez. 2021.

GUERRA, Yolanda A. O serviço social e a análise crítica de seus fundamentos. Anais do Encontro Internacional e Nacional de Política Social, v. 1, n. 1, 2015.

IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. Cortez Editora, 2010.

LINS, Regina Navarro. A cama na varanda: arejando nossas ideias a respeito de amor e sexo. Ed. rev. e ampliada. Rio de Janeiro: BestSeller, 2007.

MELLO, Anahi Guedes de. Deficiência, incapacidade e vulnerabilidade: do capacitismo ou a preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 21, n. 10, p. 3265-3276, out. 2016.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 7-15, jan. 2021.

MIOTO, R. C. T.; NUNES, R.; MORAES, P. M.; HORST, C. H. M. O familismo na política social: aproximações com as bases da formação sócio-histórica brasileira. Anais do XVI Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social, v. 1, n. 1, 2018.

SASSAKI, R. K. Como chamar as pessoas que têm deficiência. Vida independente: História, movimento, liderança, conceito, filosofia e fundamentos. São Paulo: RNR, 2003, p. 12-16.

SOUZA, Rozana Aparecida et al. Uma reflexão sobre as políticas de atendimento para as pessoas com transtorno do espectro autista. Revista Cadernos UniFOA, Volta Redonda, n. 40, p.95-105, ago. 2019.

VIANA, C. T. S.; BENICASA, M. Maternidade Atípica: Termo e Conceito. Revista Acadêmica Online, v. 9, n. 46, 2023.

YAZBEK, M. C. Voluntariado e profissionalização na intervenção social. Intervenção Social, Revista do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa/Beja. Portugal, n.25/26, p.171-184, nov. 2002.

Publicado

2026-10-14

Cómo citar

da Silva, A. C., & Silva, M. (2026). Estágio Supervisionado e Cuidado Invisibilizado: Reflexões do Serviço Social sobre mães atípicas . Serviço Social Em Debate, 9(1), 52–70. https://doi.org/10.36704/ssd.v9i1.10145