Perfil sociolinguístico e educacional na província do Namibe
Influências da língua portuguesa em contextos multilíngues
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https://doi.org/10.36704/sapiens.v8i2.10505Palavras-chave:
sociolinguística; multilinguismo; educação; Angola; Namibe.Resumo
O presente estudo analisa as relações entre língua, sociedade e educação na província do Namibe, em Angola, a partir de uma perspectiva sociolinguística. Parte-se da compreensão de que o contexto angolano é marcado por uma configuração multilíngue, na qual a língua portuguesa, institucionalizada como oficial, coexiste com diversas línguas nacionais que desempenham funções relevantes nas práticas comunicativas dos falantes. Nesse cenário, o trabalho busca compreender como se configura o perfil sociolinguístico e educacional de indivíduos escolarizados, considerando a distribuição e o uso das línguas em diferentes domínios sociais. A pesquisa adota uma abordagem metodológica mista, articulando procedimentos qualitativos e quantitativos. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de questionários a 25 participantes com trajetórias de escolarização na província do Namibe, contemplando variáveis sociodemográficas, repertório linguístico e percepções sobre o ensino de línguas. A análise dos dados baseia-se em estatística descritiva e interpretação qualitativa, permitindo identificar tendências e compreender os significados atribuídos às práticas linguísticas. O estudo evidencia um contexto marcado pela predominância da língua portuguesa nos espaços formais, especialmente no sistema educacional, em contraste com a presença das línguas nacionais em contextos informais. Além disso, observa-se um distanciamento entre o reconhecimento legal da diversidade linguística e sua efetiva implementação no ensino. Apesar disso, os dados apontam para uma atitude favorável à valorização das línguas nacionais e à adoção de práticas educativas mais inclusivas. Ao articular dados empíricos e reflexão teórica, o trabalho contribui para o debate sobre diversidade linguística em Angola, destacando a necessidade de políticas educacionais que considerem o multilinguismo como elemento estruturante da realidade social.
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