Decolonialidade e formação docente
Reflexões sobre práticas de ensino de Língua Portuguesa na contemporaneidade
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https://doi.org/10.36704/sapiens.v8i2.10875Palavras-chave:
hipermodernidade; globalização; multiletramentos; tecnologias digitais; formação docente.Resumo
O presente artigo tem como objetivo discutir as concepções sobre colonialidade e decolonialidade, estabelecendo relações com a formação docente e com o ensino de Língua Portuguesa no contexto educacional contemporâneo. Busca-se, ainda, articular tais discussões às transformações decorrentes da cultura digital e às contribuições da perspectiva dos multiletramentos, compreendendo-as como elementos fundamentais para a problematização das práticas de linguagem engessadas na contemporaneidade. Nesse sentido, procura-se refletir sobre possíveis caminhos que tensionam modelos hegemônicos de ensino e ampliem as formas de conceber e desenvolver práticas pedagógicas na área de linguagens. Para tanto, são mobilizados conceitos de hipermodernidade (Lipovetsky, 2004), globalização (Kumaravadivelu, 2006), colonialidade e decolonialidade (Mignolo, 2008; Maldonado-Torres, 2019) e multiletramentos (Rojo; Barbosa, 2015). Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e interpretativista, que se ancora na perspectiva decolonial e nos estudos dos multiletramentos, mobilizando a análise discursiva como procedimento metodológico para refletir práticas de ensino em contextos atravessados pela cultura digital. Como considerações finais, destaca-se que as discussões desenvolvidas ao longo do trabalho possibilitam refletir sobre a necessidade de ressignificação das práticas pedagógicas, de modo a evitar sua rigidez e distanciamento das dinâmicas contemporâneas, isto é, evidencia-se a importância de propostas que dialoguem de forma crítica e reflexiva com a realidade hipermoderna e globalizada, reconhecendo a pluralidade de saberes, linguagens e experiências que atravessam o espaço escolar. Assim, aponta-se para a construção de práticas mais abertas, críticas e contextualizadas, capazes de tensionar modelos hegemônicos e promover formas mais dialógicas de ensino.
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