NO ES DESINTERÉS, ES INCOMPATIBILIDAD ESTRUCTURAL:
perfil socioeconómico y jornadas múltiples de trabajo de las maestras polivalentes que enseñan Matemática en los Años Iniciales
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Professora polivalente, Formação continuada em Matemática, Dupla jornada, Divisão sexual do trabalho, Trabalho docenteResumen
Este artículo analiza cómo el perfil socioeconómico y la doble jornada de las profesoras generalistas que enseñan Matemática en los años iniciales de la red municipal de Ibirité (MG, Brasil) condicionan su participación en la formación continua. Se trata de un recorte de una investigación doctoral, con enfoque mixto, realizada con 129 docentes y un grupo focal con cinco participantes. Los datos fueron analizados mediante estadística descriptiva y análisis de contenido temático desde una perspectiva hermenéutico-crítica. Los resultados muestran un cuerpo docente mayoritariamente femenino (97,7%), con alta incidencia de maternidad, múltiples turnos de trabajo e ingresos entre tres y seis salarios mínimos. El cruce entre jornada laboral, maternidad e interés formativo evidencia que el aumento de la sobrecarga intensifica la respuesta “tal vez”, expresando la tensión entre el deseo de formación y la imposibilidad concreta de participación. A la luz de la Teoría de la Reproducción Social y la división sexual del trabajo, se argumenta que la baja participación en la formación continua en Matemática no se debe al desinterés individual, sino a una incompatibilidad estructural entre los formatos formativos y las condiciones reales de vida de las docentes. Se concluye con la necesidad de políticas públicas que integren el tiempo de formación a la jornada remunerada y consideren las condiciones reales de las profesoras.
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