A escola pública enquanto espaço das relações interacionais de sujeitos LGBTQIAP+
Palavras-chave:
Escola; Gênero; Interação; Juventudes LGBTQIAP+; Estudantes.Resumo
Este artigo faz parte da pesquisa de mestrado intitulada: “tecendo narrativas do-discentes na constituição do ser aluno LGBTQIAP+”, inserida no Programa de Pós-graduação em Educação e Formação Humana da Universidade do Estado de Minas Gerais, em que busca compreender o debate da tríade “gênero, juventudes LGBTQIAP+ e educação”, a partir da análise de nove artigos e dois trabalhos de estado da arte produzidos na área da educação, tendo como foco a problematização da relação entre as juventudes LGBTQIAP+ e a escola. Mais, especificamente, as memórias narradas por professores e estudantes do Ensino Médio sobre as trajetórias escolares das juventudes LGBTQIAP+. Para o presente artigo, utilizou-se de uma pesquisa bibliográfica dessa dissertação, realizada na base da Associação Nacional de Pós–Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), Google Acadêmico e Revista Educação em Foco. Essa pesquisa teve como propósito reunir artigos que pudessem contribuir em termos teóricos e metodológicos para a abordagem relacional da temática das juventudes LGBTQIAP+ na área da educação. Para tanto, usou-se os descritores: "interação, gênero, “escola, estudantes LGBTQIAP+ e juventudes”. De tal modo, observou-se que há um crescimento acerca das temáticas abordadas ao longo das últimas décadas, assim como um refinamento no debate. Ademais, o determinismo heteronormativo dentro do contexto escolar fica ainda mais evidente, reforçando o processo de normatização de corpos, sexualidades e performatividades. As considerações finais apontam que dentre os artigos analisados, o conceito de gênero é central e a metodologia da etnografia ganha destaque. Os artigos trazem como problematização as relações de gênero e o ser jovem na escola; a rede pública de educação como recorte central de análise; a escola como ambiência fundamental para a problematização e democratização do debate gênero e educação; a formação docente como urgência e as juventudes LGBTQIAP+ como sujeitos e não como objetos da pesquisa.
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