Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, da descrença inicial ao sucesso da especulação imobiliária e a ameaça ao patrimônio cultural
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https://doi.org/10.36704/transverso.v1i20.10418Palavras-chave:
patrimônio histórico, zona portuária, markerting urbano, waterfrontResumo
Em uma região histórica da cidade do Rio de Janeiro, foi instituída a Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha (OUCPM), através da LC nº 101/2009, concebida pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, para a recuperação da infraestrutura urbana, a melhoria da ambiência e do patrimônio histórico e cultural da zona portuária etc. Após um início claudicante, há significativas alterações recentes na paisagem urbana, que justificam a relevância do tema. O objetivo geral é analisar de forma recorrente as estratégias de gestão territorial e as novas formas de ocupação da região, partir do arcabouço legal que deu origem ao programa urbanístico. Dentre os objetivos específicos, destacam-se: estudar ameaças ao importante patrimônio histórico e cultural existente na região; identificar uma forte tendência de especulação imobiliária; e sublinhar um desvirtuamento das premissas de atenção à Habitação de Interesse Social (HIS), em região caracterizada pela ocupação por segmentos sociais mais pobres inclusive em favelas. A metodologia adotada ancora-se inicialmente na apresentação do processo de financeirização da OUCPM, com consequências nocivas nas formas de ocupação da região portuária, no que tange ao patrimônio cultural existente e à paisagem urbana e ao descaso em relação ao lançamento de HIS – praticamente inexistente.
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