Racismo e a vergonha pelo vestuário que manifesta negritude
DOI:
https://doi.org/10.36704/transverso.v1i18.10360Keywords:
vestuário, racismo, vergonha, cultura do design, Movimento da NegritudeAbstract
This article analyzes accounts of Black Brazilians from the Negritude Movement about racism directed at clothing. We apply a semiotic theory of shame to the ethnographic data, identifying and categorizing three narrative axes that establish the relationship between clothing and racism: 1) shame for clothing related to the Black body; 2) shame for clothing related to Black/African culture; 3) shame for clothing related to Afro-Brazilian/African-based religions. Shame functions as a mechanism of provocative manipulation that, through racist prejudice and discrimination, seeks to promote the rejection, abandonment, or concealment of clothing that exposes or reinforces the bodily traits of the Black "race," clothing related to Black culture, and clothing related to Afro-Brazilian religions. However, the Negritude Movement resists these provocations, adopting, maintaining, and displaying these garments, condemned by racism, as a way of reclaiming and maintaining pride.
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