Moldar o lembrar: designantropologia na construção expográfica do Museu Quilombola de Itamatatiua – MA

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Palavras-chave:

design participativo, memória coletiva, designantropologia, expografia, comunidades quilombolas

Resumo

O artigo demonstra como a designantropologia, integrada ao design socialmente informado e a abordagens participativas, contribuiu para que a expografia do Museu Quilombola de Itamatatiua (Alcântara, MA) se constituísse como espaço de elaboração da memória coletiva. Entre dezembro de 2024 e 2025, o percurso metodológico partiu de uma oficina participativa com mulheres ceramistas e estudantes da comunidade, seguiu com a construção da poética da exposição e a montagem coletiva, e culminou na inauguração do museu. Nesse processo, maquetes, provótipos e dispositivos de conversação atuaram como mediações entre narrativas orais, inscrições espaciais, escolhas materiais e decisões expográficas. Os resultados mostraram que, ao incorporar materialidades locais, autoria comunitária e a continuidade do fazer quilombola, a expografia superou a representação estática do passado e se afirmou como prática viva de memória. O estudo oferece uma contribuição para pensar o espaço expositivo, a partir da designantropologia, como processo de copesquisa, elaboração material e protagonismo comunitário.

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Publicado

01-06-2026

Como Citar

Lagares Izidio, L. C., Abreu dos Santos , M., Pinheiro Queiroz viana , A., Matos Correia, B. L., & Gomes Noronha , R. (2026). Moldar o lembrar: designantropologia na construção expográfica do Museu Quilombola de Itamatatiua – MA. Transverso, 1(19). Recuperado de https://revista.uemg.br/transverso/article/view/10813

Edição

Seção

Artigos Científicos ou Tecnológicos