A ética do cuidado animal
aprendizagens a partir do protagonismo infanto-juvenil a partir da I Conferência Municipal Infanto-Juvenil de Educação Ambiental do município de Rio Grande
DOI:
https://doi.org/10.36704/eef.v27i51.7052Palavras-chave:
direitos animais, escola, meio ambienteResumo
A partir da pesquisa-ação e da análise documental, procedemos à investigação sobre as demandas, propostas, intervenções e avaliações desenvolvidas pelo conjunto de protagonistas da I Conferência Municipal Infanto-Juvenil de Educação Ambiental (Rio Grande, RS), em 2019. Dentre os resultados obtidos, sobressaíram os temas dos resíduos sólidos e dos Direitos Animais (27,66%). Neste ensaio, concentramos nosso foco analítico/descritivo sobre este último, enfatizando a relevância do precoce envolvimento destes sujeitos aprendentes com tal temática, e a profundidade das questões levantadas, de modo a buscar sensibilizar o público adulto e os tomadores de decisões para a melhoria das relações humanas para com os Direitos Animais. Tais iniciativas explicitam o valor dos processos de ensino-aprendizagem, quando realmente participativos e efetivos, de modo a assegurar o respeito à outridade, em todas as interações sociais, e o incremento da qualidade de vida, humana e não humana.
Downloads
Referências
ARANHA, M. L. A. História da educação e da Pedagogia. São Paulo: Moderna, 2006.
FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1995.
FORTES, M. F. A. Juventude e escola. DOXA - Revista Sem. do Unileste-MG, n. 9, jan./jun. 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 27. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
ALMOND, R. E. A.; GROOTEN, M.; PETERSON, T. Living Planet Report 2020: Bending the curve of biodiversity loss. Gland, Switzerland: World Wildlife Fund, 2020.
BAUMAN, Z. A Riqueza de Poucos Beneficia a Todos Nós? Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 2015.
BEHLING, G.; CAPORLINGUA, V. H. Educação Ambiental Crítica e a transição paradigmática do direito ambiental na desobjetificação dos animais. Ambiente & Sociedade, v. 22, 2019.
CORTEZ-AGUIRRE, G. R.; JIMÉNEZ-COELLO, M.; GUTIÉRREZ-BLANCO, E.; ORTEGA-PACHECO, A. Stray dog population in a city of southern Mexico and its impact on the contamination of public areas. Veterinary medicine international, v. 2018, 2018.
DHONT, K.; HODSON, G.; COSTELLO, K.; MACINNIS, C. C. Social dominance orientation connects prejudicial human–human and human–animal relations. Personality and Individual Differences, v. 61, p. 105-108, 2014.
FERREIRA, P. F. A.; DE AZEVEDO, N. H. A educação ambiental como instrumento viabilizador da proteção animal. Revista Brasileira de Direito Animal, v. 14, n. 1, 2019.
FREIRE, P. Educação “bancária” e educação libertadora. Introdução à psicologia escolar, v. 3, p. 61-78, 1997.
GALLUZZO, P.; GRIPPI, F.; DI BELLA, S.; SANTANGELO, F.; SCIORTINO, S.; CASTIGLIA, A.; CHIARENZA, G. Seroprevalence of Borrelia burgdorferi in stray dogs from southern Italy. Microorganisms, v. 8, n. 11, p. 1688, 2020.
GALTUNG, J. Cultural violence. Journal of peace research, v. 27, n. 3, p. 291-305, 1990.
GRÜN, M. Ética e Educação Ambiental: a conexão necessária. Campinas, SP: Papirus, 1996.
GT-EA/SMED. Pertencer é Preciso: relatório da 1ª Conferência Municipal Infanto-Junvenil de Educação Ambiental. Rio Grande, RS: Grupo de Trabalho da Educação Ambiental, SMED: Secretaria de Município da Educação, Prefeitura Municipal do Rio Grande, 2020 [Recurso Eletrônico; ilustrado por Michelle Coelho Salort]. Disponível em: https://www.riogrande.rs.gov.br/portal-educacao/publicacoes/. Acesso em: 22 de setembro de 2021.
GUATTARI, F. As Três Ecologias. Campinas, SP: Papirus, 2012 [21ª edição].
Häder, D. P.; Banaszak, A. T.; Villafañe, V. E.; Narvarte, M. A.; González, R. A.; Helbling, E. W. Anthropogenic Pollution of Aquatic Ecosystems: emerging problems with global implications. Science of the Total environment, v. 713, 2020.
HARARI, Y. N. Homo Deus: uma breve história do amanhã. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2016.
INOUE, M.; KWAN, N. C.; SUGIURA, K. Estimating the life expectancy of companion dogs in Japan using pet cemetery data. Journal of Veterinary Medical Science, p. 17-0384, 2018.
KITALA, P.; MCDERMOTT, J.; KYULE, M.; GATHUMA, J.; PERRY, B.; WANDELER, A. Dog ecology and demography information to support the planning of rabies control in Machakos District, Kenya. Acta tropica, v. 78, n. 3, p. 217-230, 2001.
KYMLICKA, W. Afterwor: Realigning multiculturalism and animal rights (pp: 295-304). In: Animals, race, and multiculturalism. Palgrave Macmillan, Cham, 2017.
LOUREIRO, C. F. B. Educação Ambiental Transformadora (pp: 65-84). In: Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, v. 156, 2004.
MAGALHÃES, K. A.; MARTINS, E. C.; HOLANDA FILHO, Z. F.; LUCENA, C. C. Pesquisa Pecuária Municipal 2017: efetivo dos rebanhos caprinos e ovinos. In: EMBRAPA. Boletim do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos. Sobral, Ceara: EMBRAPA Caprinos e Ovinos (INFOTECA-E), 2018. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/185392/1/CNPC-2018-BCIMn52018.pdf. Acesso em: 27 de setembro de 2021.
MENESES, R. C. C.; DE ALMEIDA SILVA, T. T. O especismo como argumento filosófico da não aceitação do animal como sujeito de direitos. Revista de Biodireito e Direito dos Animais, v. 2, n. 2, p. 218-234, 2016.
MORANDINI, R. R.; CUNHA, P. R. Tráfico de animais silvestres e a legislação ambiental brasileira. Revista de Ciências Sociais e Jurídicas, v. 3, n. 1, p. 94-107, 2021.
MORIN, E. O Método 6: Ética. Porto Alegre, RS: Sulina, 2005.
NACONECY, C. Ética & Animais: um guia de argumentação filosófica. Porto Alegre, RS: EdiPUCRS, 2016.
NETO, O. A. O Brasil no mercado mundial de carne bovina: análise da competitividade da produção e da logística de exportação brasileira. Ateliê Geográfico, v. 12, n. 2, p. 183-204, 2018.
QUINTAS, J. S. Educação no Processo de Gestão Ambiental: uma proposta de educação ambiental transformadora e emancipatória (pp: 113-140). In: FULANOS (Orgs.). Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, v. 156, 2004.
REIGOTA, M. Meio Ambiente e Representação Social. São Paulo, SP: Cortez, 1995.
RODRIGUES, A. R. F.; LABURU, C E. A Educação Ambiental no ensino de biologia e um olhar sobre as formas de relação entre seres humanos e animais. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 14, n. 2, p. 171-184, 2014.
RODRIGUES, W. C. Metodologia científica. Faetec/IST. Paracambi, p. 2-20, 2007.
SANTOS, F. A. et al. (Orgs). Documento Orientador Curricular do Território Riograndino: Ensino Fundamental. Rio Grande, RS: SMED - Secretaria de Município da Educação, Prefeitura Municipal do Rio Grande, 2019. Disponível em: https://www.riogrande.rs.gov.br/smed/externo/20200324-doc_ensino_fundamental.pdf. Acesso em 22 de setembro de 2021.
SANTOS, J. R. C.; SILVA, D. A.; BELATO, B. C. A.; CORREA, T. H. C.; GONÇALVES, E. S.; LEIRA, M. H.; GUEDES, E. Abandono e maus tratos aos animais. Revista Agroveterinária do Sul de Minas, v. 2, n. 1, p. 65-72, 2020.
SRINIVASAN, K. Remaking more‐than‐human society: Thought experiments on street dogs as “nature”. Transactions of the Institute of British Geographers, v. 44, n. 2, p. 376-391, 2019.
SPANNRING, R. Animals in environmental education research. Environmental Education Research, v. 23, n. 1, p. 63-74, 2017.
TOM, R. Jaulas Vazias: encarando o desafio dos direitos animais. Säo Paulo, SP: Lugano, 2006.
TREIN, E. S. A Educação Ambiental Crítica: crítica de quê? Revista Contemporânea de Educação, v. 7, n. 14, 2012.
VESER, P.; TAYLOR, K.; SINGER, S. Diet, authoritarianism, social dominance orientation, and predisposition to prejudice: Results of a German survey. British Food Journal, 2015.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.











