Entre virtudes e limites

reflexões sobre a permanência nas turmas da EJA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36704/eef.v28i55.8598

Palavras-chave:

EJA, Continuidade, Diretrizes operacionais, Pesquisa documental

Resumo

Partindo de uma pesquisa documental e bibliográfica, este artigo propõe discutir ações de permanência na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a partir do retorno à presencialidade em abril de 2022. Tomando como analisadores os registros institucionais de uma escola da rede pública, as Diretrizes Operacionais da Paraíba, a ficha de matrícula e o diário de classe, a metodologia parte de um estudo de caso dentro de uma abordagem qualitativa e quantitativa. Entre os resultados encontrados, destacam-se o número preocupante de 31 desistências e 10 reprovações, o total de 67 matrículas nos Ciclos V e VI – com a maior presença de jovens em ambos os ciclos – e a ausência das Diretrizes Operacionais no planejamento. Frente ao escasso e frágil registro das ações de permanência, os dados apresentados apontam mais para questões do que para respostas, denunciando fragilidades e outros desafios no campo do direito à educação.

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Biografia do Autor

Eduardo Antonio de Pontes Costa, Universidade Federal da Paraíba

Doutor em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Professor Associado do Departamento de Metodologia da Educação, do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba. 

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Publicado

20/08/2025

Como Citar

de Pontes Costa, E. A., & Clara Viana, V. (2025). Entre virtudes e limites: reflexões sobre a permanência nas turmas da EJA. Educação Em Foco, 28(55), 1–26. https://doi.org/10.36704/eef.v28i55.8598