O ENSINO DA GEOMETRIA E DA PERSPECTIVA COMO BASES DO SABER DOS PINTORES DE FORROS ILUSIONISTAS PORTUGUESES E LUSO-BRASILEIROS: JESUÍTAS E MILITARES

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Resumo

Resumo: No cenário colonial luso-brasileiro setecentista, a pintura ilusionista dos forros dos templos religiosos derivou daquela que se fazia na Metrópole, Barroca Joanina. No universo destes pintores, a influência do ensino da matemática, geometria, fortificações; enfim, das ciências que propiciavam um amadurecimento da visão espacial, em três dimensões, era latente, e se fazia presente por meio do ensino dos jesuítas e/ou dos engenheiros militares, visto que alguns destes pintores possuíam patente militar, ou ainda, tiveram como embasamento os tratados oriundos da formação jesuítica. Desta forma, transpunham seus desenhos para os diversos suportes, visando a mais correta projeção de elementos arquitetônicos e, assim, criando uma ilusão de espaço dilatado e celestial.
Palavra-chave: Ensino; Engenharia Militar; Jesuítas.
Abstract: In eighteenth-century colonial Luso- Brazilian scenario, illusionistic painting liners derived from that metropolitan, Baroque. In the universe of these painters, the influence of the teaching of mathematics, geometry, fortifications; finally, the sciences that provided a maturing of spatial vision, in three dimensions, was latent, and was present through the teaching of the Jesuits and / or military engineers, as some of these painters had military career, or even had the foundation treaties coming from Jesuit training. So, transposed their designs for various media, targeting the most accurate projection of architectural elements, creating an illusion of expanded celestial space.
Key-words: Teaching; Military Engineering; Jesuits.

Recebido em: 06/08/2020 – Aceito em 04/09/2020

Biografia do Autor

Janaína de Moura Ramalho Araújo Ayres, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

Possui Graduação em Pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998); Mestrado em Artes Visuais na linha de pesquisa de História e Crítica da Arte, pela EBA/UFRJ (2009); Pós-graduação (latu-sensu) em História da Arte Sacra na Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro (2011); e Doutorado em Artes Visuais na linha de pesquisa de História e Crítica da Arte, pela EBA/UFRJ (2014), como bolsista da CAPES e com bolsa sanduíche concedida pelo CNPq, em Portugal. Lecionou como professora substituta da Escola de Belas Artes- UFRJ, no Depto. BAR (Técnicas e Representação), as disciplinas de Geometria Descritiva, Desenho Geométrico, e Perspectiva e Sombras; e no Depto. BAH (História e Teoria da Arte), as disciplinas de Arte no Brasil I, Arte Colonial nas Américas, Folclore Brasileiro, Teoria do Ornato, História das Artes e Técnicas, História das Artes Visuais, e Seminário de História e Teoria da Arte. No curso de pós-graduação (lato sensu) em História da Arte Sacra da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, ministrou a disciplina de Arquitetura Religiosa no Brasil - Revestimentos ornamentais: talha, pintura e azulejaria. Atualmente, leciona no Museu Sacro Franciscano os cursos intitulados Talha, Pintura e Azulejaria: a arte traduzida pelos ornamentos internos dos ambientes religiosos Luso-Brasileiros; Entre retas, curvas e ângulos: Arquitetura religiosa no Brasil colonial; Arte colonial na América Hispânica; e O século XIX visto pelas lentes da História da Arte: sensíveis transformações. É integrante do grupo de pesquisa Perspectiva Pictorum, FAFICH - UFMG; e membro do Conselho Estadual de Tombamento - INEPAC - SECEC, RJ. Possui experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: História da Arte, História da Arte Colonial, História da Arte Sacra, Pintura de Perspectiva e Geometria Descritiva.

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Publicado

10/12/2020

Como Citar

Ayres, J. de M. R. A. (2020). O ENSINO DA GEOMETRIA E DA PERSPECTIVA COMO BASES DO SABER DOS PINTORES DE FORROS ILUSIONISTAS PORTUGUESES E LUSO-BRASILEIROS: JESUÍTAS E MILITARES. Linguagens Nas Artes, 1(2), 68–75. Recuperado de https://revista.uemg.br/index.php/linguagensnasartes/article/view/5289