Quilombos
usos e sentidos para uma educação antirracista
DOI:
https://doi.org/10.36704/sdhe.v8i1.9628Palavras-chave:
Quilombo, Cosmopercepção Africana, Quilombo Mesquita, Educação AntirracistaResumo
Somos três pessoas negras do magistério público distrital (uma mulher quilombola), e queremos compreender em quais aspectos ontológicos e didáticos a questão quilombola pode ser acionada na Educação Básica para pensar a identidade negra e a pauta antirracista nas escolas. A nossa perspectiva teórica parte de estudos quilombolas, educação e direitos humanos; emerge também da convivência e do pertencimento com o quilombo Mesquita. Pensamos o quilombo em seu sentido identitário positivo, por isso o apresentamos nas literaturas de direitos humanos e na pauta racial considerando-o como um consistente elemento ontológico da cosmopercepção africana, e não como um “objeto de estudos” ocidentalistas. Por essas razões, o quilombo, aqui soma-se à literatura anti colonial que o concebe como um agente educador na pauta antirracista, ao mesmo tempo em que rompe com sentidos colonialistas do fazer pedagógico que secularmente o apresenta como um reduto de negros fugidos da escravidão.
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