EDUCAÇÃO DO CAMPO: resistência social e desmonte neoliberal
DOI:
https://doi.org/10.36704/ssd.v7i2.9211Palabras clave:
Educação do Campo, Neoliberalismo, PRONERAResumen
Este artigo investiga as implicações das políticas neoliberais na educação do campo no Brasil, com ênfase no financiamento e nas ações governamentais voltadas para o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. Com base em análise bibliográfica e documental, o estudo contextualiza a realidade no campo brasileiro, historicamente marcada pela violência da concentração de terras e expropriação camponesa, desde o período colonial, ainda influente na sociedade contemporânea. Destaca-se o papel dos movimentos sociais no enfrentamento a esses desafios, contrastando com as políticas neoliberais de ajuste fiscal que têm prejudicado programas de reforma agrária e desenvolvimento rural sustentável. Dessa forma, o PRONERA tem limitado seu potencial de melhoria educacional no campo, afetando negativamente a juventude rural no estado do Rio Grande do Norte.
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