Produção escrita escolar frente à inteligência artificial generativa
Contribuições da Teoria Histórico-Cultural à formação docente
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https://doi.org/10.36704/sapiens.v8i2.10681Palavras-chave:
grupo focal; materialismo histórico-dialético; Vygotsky.Resumo
Este ensaio tem o objetivo de promover a reflexão sobre a necessidade de um olhar à realidade concreta escolar a fim de entender desafios enfrentados pela produção escrita frente ao uso cada vez mais avançado da inteligência artificial generativa no contexto contemporâneo. Assim, relatos jornalísticos fornecem dados e informações, dentre outros, sobre a falta de orientação aos alunos quanto ao uso da inteligência artificial generativa para a realização de trabalhos escolares, tanto quanto a existência de uma vasta desigualdade digital. Além disso, novas regulamentações quanto ao uso da inteligência artificial no âmbito escolar ainda necessitam de tempo, recursos e engajamento crítico para sua efetivação. A partir disso, busca-se uma aproximação teórica e metodológica entre a Teoria Histórico-Cultural, que tem Vygotsky como seu precursor e o materialismo histórico-dialético como fundamento, e a formação contínua docente. Por meio dessa aproximação, tem-se o intuito de compreender a realidade em sua transformação, trazendo a Teoria Histórico-Cultural ao âmbito escolar, e como esse entrelaçamento se articula com o processo de produção escrita escolar e a formação docente. Além disso, é proposto uma forma de intervenção de grupo focal para que essa interlocução se efetive. Com isso, tem-se a necessidade de problematizar acontecimentos sociais concretos que influenciam o processo de ensino e aprendizagem. Esse pensar colaborativo e participativo entre atores institucionais promove uma relação interpessoal humana e humanizadora, tanto quanto dialógica, que propicia a consciência, a crítica e a participação horizontal da comunidade escolar. Destarte, é fundamental abordar o multiletramento digital na educação e na formação docente. Ademais, por meio de um planejamento didático focado no uso crítico da inteligência artificial generativa, acentua-se a atuação do professor como mediador. Dessa forma, a intervenção pedagógica torna-se transformadora e contribui efetivamente para o desenvolvimento da escrita dos alunos.
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