Nomear a si, denominar o outro
Existências e resistências transmasculinas na escola
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https://doi.org/10.36704/eef.v29i58.10788Palavras-chave:
Ensino de Ciências, Formação de Professores, TransgeneridadeResumo
Gênero como produção histórica e sociocultural se estrutura em normatividades que, construídas ao longo da história, enunciam corpos aceitáveis ou não. O corpo trans é lido como desvio errante do corpo cis, visão que, muitas vezes, é reforçada pela escola. Sabendo que discurso tem poder, é importante ouvir pessoas trans a respeito de suas identidades e como seus corpos transitam no universo escolar. Entrevistamos três homens trans para que pudéssemos compreender, a partir de ferramentas foucaultianas de análise do discurso, como foi a passagem desses corpos-vida na educação básica. Ao falarem de si, eles discorrem sobre suas vivências a partir de dois pontos: o poder de nomear a si e a denominação que lhes é conferida pelo outro. Analisando suas narrativas percebemos como a nomeação é uma forma de poder sobre esses corpos e, quando é dada pelo outro, implica episódios de desrespeito, discriminação e violência.
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