Nomear a si, denominar o outro

Existências e resistências transmasculinas na escola

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.36704/eef.v29i58.10788

Palavras-chave:

Ensino de Ciências, Formação de Professores, Transgeneridade

Resumo

Gênero como produção histórica e sociocultural se estrutura em normatividades que, construídas ao longo da história, enunciam corpos aceitáveis ou não. O corpo trans é lido como desvio errante do corpo cis, visão que, muitas vezes, é reforçada pela escola. Sabendo que discurso tem poder, é importante ouvir pessoas trans a respeito de suas identidades e como seus corpos transitam no universo escolar. Entrevistamos três homens trans para que pudéssemos compreender, a partir de ferramentas foucaultianas de análise do discurso, como foi a passagem desses corpos-vida na educação básica. Ao falarem de si, eles discorrem sobre suas vivências a partir de dois pontos: o poder de nomear a si e a denominação que lhes é conferida pelo outro. Analisando suas narrativas percebemos como a nomeação é uma forma de poder sobre esses corpos e, quando é dada pelo outro, implica episódios de desrespeito, discriminação e violência.

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Biografia do Autor

Liz Bardo, UFPA

Pessoa não binárie (ele/dele, elu/delu), bacharel em Biologia pela UNIFESP campus Diadema, e professor licenciado de Biologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) campus Bragança. Atuou academicamente no PIBIC e PIBID ao longo da sua última graduação, além de construir diversos movimentos sociais. Construiu a ENEBio (movimento estudantil nacional da biologia), o Coletivo AICA (coletivo LGBT+ do município de Bragança) e coordena o Cursinho Popular Paulo Freire (CPPF), em defesa de uma educação popular.

Sandra Nazaré Dias Bastos, Universidade Federal do Pará

Doutora em Educação em Ciências e Matemáticas. Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto de Estudos Costeiros (IECOS). Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia (PPLSA-UFPA). Bragança, Pará, Brasil.

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Publicado

27/08/2026

Como Citar

Bardo, L., & Dias Bastos, S. N. (2026). Nomear a si, denominar o outro: Existências e resistências transmasculinas na escola. Educação Em Foco, 29(58), 1–19. https://doi.org/10.36704/eef.v29i58.10788

Edição

Seção

Dossiê: Ensinar Biologia, ensinar vida: questões para a formação e a profissão docente