¿Cómo sobrevivir al calor?

Una ecosofía feminista en tiempos distópicos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36704/eef.v28i54.8570

Palabras clave:

Documentales realizados por mujeres, Ecofeminismo, Educación, Feminismo, Justicia Social

Resumen

Este artículo parte del reconocimiento de que estamos viviendo un momento crítico, a menudo denominado crisis climática. Utilizando la metodología de Haraway (2016) del pensamiento especulativo, el texto proporciona una breve genealogía del debate entre feminismo y conciencia ambiental, remontándose al primer uso del término ecofeminismo por DÉaubonne, para avanzar en una propuesta ecosófica (Guattari, 1989). El segundo movimiento del texto articula, con la ecosofía, el uso de películas documentales como estrategia pedagógico-estética para la educación y el debate político, llevado a cabo por mujeres para narrar sus historias de lucha, logros y deseos de bienestar. Argumentamos que la narración de historias es un importante dispositivo feminista contemporáneo para criticar y enfrentar la gubernamentalidad racial (Almeida, 2019) y extractivista que caracterizan las prácticas neoliberales del mundo actual, exigiendo así las contra-narrativas de una ecosofía feminista que busca la justicia social, racial y ambiental.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Karla Bessa , Centro de Estudios de Género PAGU / Universidad Estatal de Campinas (UNICAMP)

Doctorado en Historia Social. Investigadora B del Centro Pagu de Estudios de Género de la Universidad de Campinas (UNICAMP). Vicecoordinadora del INCT Caleidoscópio - Instituto de Estudios Avanzados en Inequidades, Desigualdades y Violencias de Género y Sexualidad y sus Múltiples Insurgencias (UNB/CNPq). Realizó pasantías posdoctorales en el Centre for Latin American Caribbean Studies Association de la Universidad de Michigan (2004), ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (2008) y en el Departamento de Estudios Cinematográficos del Kings College de Londres (2014), donde también fue Investigador Visitante (2010/2011) y Profesor Visitante en 2023.

Vanda Aparecida da Silva, Universidade Federal de São Carlos

Doctorado en Ciencias Sociales. Profesor de la Universidad Federal de São Carlos (UFSCar), Departamento de Ciencias Humanas y de Educación, Centro de Ciencias Humanas y Biológicas, campus de Sorocaba. Profesor del Programa de Posgrado en Estudios de la Condición Humana (PPGECH). Fue investigadora postdoctoral en la FCT (Fundación para la Ciencia y la Tecnología - Portugal), de septiembre de 2006 a agosto de 2012, trabajando en el ICS - UL (Instituto de Ciencias Sociales de la Universidad de Lisboa) y en el CRIA - ISCTE - IUL (Centro de Investigación en Antropología en Red, del Instituto Universitario de Lisboa). Miembro efectivo de la Asociación Brasileña de Antropología (ABA).

Citas

ABRAMOVAY, M. Juventude, violência e vulnerabilidade social na América Latina: desafios para políticas públicas / Miriam Abramovay et ali. – Brasília: UNESCO, BID, 2002. 192 p.

ACOSTA, A. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos / Alberto Acosta; tradução de Tadeu Breda– São Paulo: Autonomia Literária, Elefante, 2016.

ACSELRAD, H.; MELLO, C. C. do A.; BEZERRA, G. das N. O que é justiça ambiental. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.

A HISTÓRIA DO MACACO E DA CUTIA [por] Wisio Kawaiwete e Mari Corrêa. [S. l.: s. n], 2011. Filme (12min). Produzido pelo Instituto Catitu. Disponível em: https://institutocatitu.org.br/producao/a-historia-da-cutia-e-do-macaco/. Acesso em: 06 nov. 2024.

ALMEIDA, M. Devir quilombola: antirracismos e feminismo comunitário nas práticas de mulheres quilombolas. In: Rago, M. & Pelegrini, M. Neoliberalismo, Feminismos e contracondutas: perspectivas foucaultianas. São Paulo: Intermeios. 2019. p. 267-290.

ARPILLERAS: atingidas por barragens bordando a resistência [por] COLETIVO DE MULHERES DO MAB. [S. l.: s. n], 2017. Filme (1:43min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PEu-AATb3TU. Acesso em: 06 nov. 2024.

BAHAFFOU, M. & GORECKI, J. Introduction to the new French Edition. In: D´Euabonne, F. Feminism or Death. Verso, 2020.

BARRAGÁN, A.M. & et. ali. Pensar a partir do Feminismo. In: Holanda, H. B. Pensamento Feminista Hoje. Perspectivas Decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020, p. 284-297

BELFORT, S. A. I. Tra(n)çando caminhos: a história de vida de Andila Kaingáng. Tese (doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação em Educação. Porto Alegre, 2023.

BELTRÁN, E.P., Ecofeminismo. in SÓLON, P. (org). Alternativas Sistêmicas. Bem viver, decrescimento, comuns ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização. São Paulo: Ed. Elefante, 2019.

BESSA, K. M. Luz(es) del Fuego: rebeldia e feminismos. Cadernos Pagu, v. 01, 2020.

BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. Imagens de Santídio Pereira; texto de orelha de Malcom Ferdinand. São Paulo: Ubu Editora/ PISEAGRAMA, 2023.

BORGES, A. Mulheres e suas casas: reflexões etnográficas a partir do Brasil e da África do Sul. Cadernos Pagu v.40, p.197-227, jan./jun. 2013.

BORGES, A. "A cada passo": um estudo de redes e faccionalismo político num reassentamento de atingidos por barragem. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RS, 1999.

COSTA, M. da G. Agroecologia, ecofeminismos e bem viver: emergências decoloniais no momento ambientalista brasileiro. In; Holanda, H. B. Pensamento Feminista Hoje. Perspectivas Decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020.

CORPO TERRITÓRIO [por] Elisa Mendes e Maria Lutterbach. [S. l.: s. n], 2019. Filme (22:17min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EYM-bWEK1MY. Acesso em: 06 nov. 2024.

COUTO, M. Terra sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015.

(D)ELAS – Mulheres Pretas e Direito de Ocupar [por] Bruna Lazari Antonio. [S. l.: s. n], 2022. Filme (21min). Mostra Ecofalante de Cinema. Brasil. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=l2xJHHh1ti8. Acesso em: 30 nov. 2024.

EAUBONNE, F. d’. Feminism or death. Verso, 2022.

FERREIRA, M. L. R. Olhares cruzados sobre o ecofeminismo. Ephata, 4(2), 2022, p.37-49. https://doi.org/10.34632/ephata.2022.11381

GAARD, G. (ed.) Ecofeminism: Women, Animals, Nature. Temple University Press, 1993.

GARCIA, M.R.V.; WOLF, A.G.; OLIVEIRA, E.V.; SOUZA, J. T. F.; GONÇALVES, L. de O.; OLIVEIRA, M. de. "Não podemos falhar": A busca pela normalidade em famílias homoparentais. In: GROSSI, M.P.; UZIEL, A. P.; MELLO, L. (orgs.), Conjugalidade, parentalidade e identidades lésbicas, gays e travestis, Rio de Janeiro, RJ: Garamond. p. 277-297, 2007.

GEBARA, I. Mulheres, religião e poder. São Paulo: Terceira Via, 2017), p.79.

GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano. RIOS, Flavia; LIMA, Márcia (Orgs.). São Paulo, Zahar, 2020.

GUARESCHI, N. M. F.; REIS, C. D.; HUNING, S.M.; BERTUZZI, L. D. Intervenção na condição de vulnerabilidade social: um estudo sobre a produção de sentidos com adolescentes do programa do trabalho educativo. Estudos e Pesquisas em Psicologia, vol. 7, núm. 1, abril, 2007, pp. 20-30 Universidade do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, Brasil (Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=451844613005. Acesso em: 11 mar. 2024.

GUATTARI, F. As três ecologias. 20. ed. Trad. Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1989.

HARAWAY, D. Staying with the Trouble: Making kin in the Cthulhucene. Duke University Press, Durham e Londres, 2016.

HERRERO, Y. Ecofeminismo: una propuesta de transformación para un mundo que agoniza, 2007. Disponível em:<http://www.rebelion.org/noticia.php?id=47899>. Acesso em: 20 dez. 2023.

HOLANDA, H. B. Pensamento Feminista Hoje. Perspectivas Decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020.

hooks, b. 16. Escrever além da raça. Escrever além da raça: teoria e prática. tradução: Jess Oliveira. São Paulo: Elefante, p.279-288, 2022.

INGOLD, T. The perception of the environment: essays on livehood, dwelling and skill. Londres: Routledge, 2000.

KUMARUARA, L. Mulheres Indígenas no Baixo Tapajós: militância e suas políticas de (re)existência. In: Miranda, D & Costa, M. (Org). Perspectivas Afro Indígenas da Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021.

LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994.

MARX, K. 1818-1883. Manifesto Comunista / Karl Marx e Friedrich Engels; organização e introdução Osvaldo Coggiola; [tradução do Manifesto Álvaro Pina e Ivana Jinkings]. - 1.ed. revista - São Paulo: Boitempo, 2010.

MENESTRINO, E., GOMES PARENTE, T. O estudo das territorialidades dos povos tradicionais impactados pelos empreendimentos hidrelétricos no Tocantins. Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities Research Medium, 2(1), 1-19, 2011.

OYĚWÙMÍ, O. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Trad. Nascimento, Wanderson Flor do. - 1. ed - Rio de Janeiro: Editora Bazar do Tempo, 2021.

PORTO, M. F.de S. Uma ecologia política dos riscos. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007.

PORTO, M. F. de S. Complexidade, processos de vulnerabilização e justiça ambiental: um ensaio de epistemologia política. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, v. 93, p. 31-58, 2011.

QUENTURA - percepções, práticas e saberes das mulheres indígenas da Amazônia e as mudanças do clima [por] Mari Corrêa. [S. l.: s. n], 2018. Filme (36min.) Produzido pelo Instituto Catitu. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=a667wMgdq_M. Acesso em: 06 nov. 2024.

RILEY, D. Am I That Name? Feminism and the Category of Women in History. Minneapolis: University of Minnesota Press; Reprint edição (22 julho 2003).

SALLEH, A. Ecofeminism as Politics: nature, Marx and the postmodern. London: Zed Books, 1997, pp. 208.

SARTI, Cynthia. O lugar da família no Programa Saúde Família. In: BOMFIM, Leny A. (org.). Família contemporânea e saúde: significados, práticas e políticas públicas Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2010.

SCOTT, P. Gênero, família e comunidades: observações e aportes teóricos sobre o Programa Saúde Família. In: VILLELA, Wilza e MONTEIRO, Simone (orgs). Gênero e saúde: Programa Saúde da Família em questão. São Paulo, Arbeit Factory, 2005.

SHIVA, V. Staying Alive: Women. Ecology and Development. London: Zed Books, 1988, p. 1–13.

SÓLON, P. (org). Alternativas Sistêmicas. Bem viver, decrescimento, comuns ecofeminismo, direitos da Mãe Terra e desglobalização. São Paulo: Ed. Elefante, 2019.

TRAD, L.A. B. (Org.). Família contemporânea e saúde: significados, práticas e políticas públicas. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2010.

VIVEIROS DE CASTRO, E. Os pronomes cosmológicos e o perspectivismo ameríndio. In: Mana (2) n.2, 1996.

WAGNER, R. The Invention of Culture. Chicago e Londres: The University of Chicago Press, 1981.

TAYLOR, D. E. Women of color, environmental justice, and ecofeminism. In Karen Warren (ed.), Ecofeminism: Women, Culture, Nature. Indiana Univ Pr.,1997, p. 38-81.

Publicado

2025-04-30

Cómo citar

Martins Bessa , K. A., & Silva, V. A. da. (2025). ¿Cómo sobrevivir al calor? : Una ecosofía feminista en tiempos distópicos. Educação Em Foco, 28(54), 1–31. https://doi.org/10.36704/eef.v28i54.8570

Número

Sección

Dossiê Justiça, Educação e Movimentos Sociais.