Desvendando os números
um olhar sobre a presença feminina na história da matemática
Visualizações: 1Palavras-chave:
Equidade de gênero; Educação em matemática; Desafios e perspectivas.Resumo
Ao longo dos milênios, a presença feminina na matemática permaneceu relegada à periferia social, com suas contribuições frequentemente silenciadas ou subvalorizadas, o que se reflete na escassez de menções a essas mulheres em livros e publicações acadêmicas que as reconheçam como cientistas ou matemáticas. Este estudo dedica-se a examinar a trajetória das mulheres no campo matemático, enfatizando as desigualdades de gênero historicamente sedimentadas e seus desdobramentos no âmbito do ensino superior. Por meio de uma investigação bibliográfica qualitativa, são explorados os determinantes sociais, culturais e institucionais que sustentam a sub-representação feminina na disciplina. Destacam-se obstáculos estruturais, como o “efeito tesoura” e o apagamento histórico, além da relevância de resgatar as trajetórias de mulheres cujas contribuições foram cruciais para o progresso científico. O trabalho conclui que a revalorização dessas participações se revela fundamental para fomentar a equidade de gênero e edificar uma ciência mais inclusiva.
Referências
ALEXANDER, A. Emmy Noether: The Mother of Modern Algebra. Scientific American, 2019.
AMARAL, R. S.; SANTANA, I. P.; SANT’ANA, C. C. O ensino de matemática e a educação feminina: aritmética e geometria no curso primário da Bahia império-república (1827-1939). Jornal Internacional de Estudos em Educação Matemática, v. 8, n. 1, p. 107-127, 2015.
BATISTA, L. I.; HEERDT, B. et al. Gênero feminino e formação de professores na pesquisa em educação científica e matemática no Brasil. [S. l.: s. n.], [s. d.]. Disponível em: http://www.uel.br/grupo-pesquisa/ifhiecem/arquivos/BATISTA%20et%20al%202011.pdf
. Acesso em: 29 abr. 2024.
BELTRÃO, K. I.; ALVES, J. E. D. A reversão do hiato de gênero na educação brasileira no século XX. Cadernos de Pesquisa, v. 39, n. 136, p. 125-156, 2009.
BOLZANI, V. S. Mulheres na ciência: por que ainda somos tão poucas? Ciência e Cultura, v. 69, 2017.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Humanas e suas Tecnologias. Ensino Médio. Brasília: MEC/SEF, 2000.
BRECH, C. O “dilema Tostines” das mulheres na matemática. Revista Matemática Universitária, Rio de Janeiro, n. 54, p. 1-5, 2018.
CASAGRANDE, L. S. et al. Mulher e ciência: uma relação possível? Cadernos de Gênero e Tecnologia, v. 1, n. 4, p. 31-45, 2005.
CHIARA, I. D. et al. Normas de documentação aplicadas à área de saúde. Rio de Janeiro: E-papers, 2008.
DIAS, A. L. M. As fundadoras do Instituto de Matemática e Física da Universidade da Bahia. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 7, 2001.
FERRARI, N. C. et al. Geographic and gender diversity in the Brazilian Academy of Sciences. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 90, n. 2, p. 2543–2552, 2018.
FLICK, U. An introduction to qualitative research. 4. ed. London: Sage Publications, 2009.
FRANCO, B. V. E.; MORAES, K. R. de M.; ESPINOSA, T. et al. Evasão e persistência estudantil em cursos de graduação das áreas de ciências e matemática: uma revisão da literatura. Investigações em Ensino de Ciências, v. 27, n. 1, p. 272, 2022.
GREENWALD, S. J. Women in mathematics: a historical perspective. Mathematical Association of America, 2017.
IGNOTOFSKY, R. As cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo. São Paulo: Blucher, 2017.
KENNEDY, D. P. Sofia Kovalevskaya: a Russian childhood. American Mathematical Society, 1993.
LOPES, M. M.; COSTA, M. C. Problematizando ausências: mulheres, gênero e indicadores na história das ciências. In: MORAES, M. L. Q. (org.). Gênero nas fronteiras do Sul. Campinas: Pagu/UNICAMP, 2005. p. 75-83.
MELO, C. I. B. de. Relações de gênero na matemática: o processo histórico-social de afastamento das mulheres e algumas bravas transgressoras. Revista Ártemis, v. 24, n. 1, p. 189–200, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/34424
. Acesso em: 3 maio 2024.
NASA. Dorothy Vaughan. Disponível em: https://www.nasa.gov/people/dorothy-vaughan
. Acesso em: 2026.
NUNES, M. S. A. A desigualdade de gênero na matemática: aspectos históricos e atuais. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2021.
ODOM, S. Mary Cartwright: Pioneer of Chaos Theory. Plus Magazine, 2019.
SCHIEBINGER, L. Has feminism changed science? Harvard University Press, 2001.
WADE, M. Ada Lovelace: The First Computer Programmer. The Ada Project, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.







