Desvendando os números

um olhar sobre a presença feminina na história da matemática

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Autores

Palavras-chave:

Equidade de gênero; Educação em matemática; Desafios e perspectivas.

Resumo

Ao longo dos milênios, a presença feminina na matemática permaneceu relegada à periferia social, com suas contribuições frequentemente silenciadas ou subvalorizadas, o que se reflete na escassez de menções a essas mulheres em livros e publicações acadêmicas que as reconheçam como cientistas ou matemáticas. Este estudo dedica-se a examinar a trajetória das mulheres no campo matemático, enfatizando as desigualdades de gênero historicamente sedimentadas e seus desdobramentos no âmbito do ensino superior. Por meio de uma investigação bibliográfica qualitativa, são explorados os determinantes sociais, culturais e institucionais que sustentam a sub-representação feminina na disciplina. Destacam-se obstáculos estruturais, como o “efeito tesoura” e o apagamento histórico, além da relevância de resgatar as trajetórias de mulheres cujas contribuições foram cruciais para o progresso científico. O trabalho conclui que a revalorização dessas participações se revela fundamental para fomentar a equidade de gênero e edificar uma ciência mais inclusiva.

Biografia do Autor

Ana Luisa Sena, Universidade do Estado de Minas Gerais

Graduada em Matemática pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), com experiência sólida em ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, atua como Monitora Educacional na Rede Lius desde julho de 2025. Foi estagiária de Matemática no Colégio Santo Agostinho Unidade Gutierrez, de abril de 2024 a junho de 2025, onde posteriormente foi efetivada como monitora.Durante a graduação, participou do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) na Escola Estadual Sandoval Soares de Azevedo, de novembro de 2022 a abril de 2024, retomando a participação de novembro de 2024 a junho de 2025. Desenvolveu pesquisas como bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq e pelo Programa de Extensão Universitária (PROEX), atuando nos projetos Investigando as contribuições para a formação inicial docente a partir da participação em um projeto de extensão na Unidade UEMG de Ibirité e Matemática Sem Barreiras.Seu Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado POSSIBILIDADES E LIMITES DO DESENVOLVIMENTO DE FRACTAIS TÁTEIS: uma abordagem inclusiva à geometria fractal, explorou a criação de modelos físicos de fractais para tornar a geometria fractal acessível a pessoas com deficiência visual, unindo inovação, acessibilidade e metodologias interativas.Além disso, atuou como bolsista em monitoria nas disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral II e Geometria Plana, e tem interesse em áreas como Geometria, Modelagem, Física Moderna, Cartografia e História Indígena.

Juliana Angélica Evangelista de Carvalho, Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2013), especialização em metodologia do ensino da matemática e da química, mestrado e doutorado em Engenharia Metalúrgica, Materiais e de Minas pela Universidade Federal de Minas Gerais (2017). Atualmente é professora do cursos de Engenharia Ambiental e Licenciatura em Matemática na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Tem experiência como professora e supervisora de laboratório na área de caracterização de minérios.

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Publicado

2026-08-04

Como Citar

Sena, A. L., & Evangelista de Carvalho, J. A. (2026). Desvendando os números: um olhar sobre a presença feminina na história da matemática. SCIAS. Educação, Comunicação E Tecnologia, 8(1), 322–347. Recuperado de https://revista.uemg.br/sciasedcomtec/article/view/10794