Docentes-Mulheres-Pesquisadoras-Mães-Filhas da Práxis ao Sofrimento Mental

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Palavras-chave:

Saúde Mental, professoras universitárias, Gênero, Maternidade, Produtivismo acadêmico

Resumo

O presente artigo analisa as dinâmicas de gênero e o sofrimento mental que acometem as docentes universitárias no cenário da educação universitária brasileira. Para coletar dados que possibilitem analisar possíveis relações entre sofrimento mental, trabalho docente e gênero, a pesquisa adotou uma perspectiva antropológica médica. O estudo foi delineado de forma qualitativa, descritiva e de campo. Foram conduzidas entrevistas com seis docentes da Universidade Federal de Minas Gerais, selecionadas por serem informantes-chave, com conhecimento, experiência e envolvimento na comunidade acadêmica, incluindo chefias, para obter suas opiniões sobre saúde mental, diferenças de gênero, trabalho e os impactos sobre a saúde psíquica da docente. Os resultados evidenciam que a sobrecarga crônica decorre de uma quádrupla jornada (ensino, pesquisa, extensão e gestão) que invade o espaço doméstico, gerando quadros de sofrimento mental e invisibilização institucional. Conclui-se que há uma necessidade premente de transitar do acolhimento individualizado para reformas estruturais e macroinstitucionais de equidade de gênero.

Biografia do Autor

Joelma Silva Andrade, FAE UEMG

Mestra no Programa de Promoção a Saúde e Prevenção da Violência-FM/UFMG

Douglas Tomácio, Universidade de São Paulo

Doutor em Educação

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Publicado

2026-08-04

Como Citar

Silva Andrade, J., & Tomácio, D. (2026). Docentes-Mulheres-Pesquisadoras-Mães-Filhas da Práxis ao Sofrimento Mental. SCIAS. Educação, Comunicação E Tecnologia, 8(1), 141–158. Recuperado de https://revista.uemg.br/sciasedcomtec/article/view/11061

Edição

Seção

Seção Especial - Escrita Feminina