Tecnologias Educacionais e Estudantes Autistas no Ensino Médio Presencial
Implicações Didáticas e Políticas de Inclusão
Palavras-chave:
Educação inclusiva; Tecnologia educacional; Autismo; Ensino médio; Tecnologia assistiva.Resumo
Este artigo analisa, em nível avançado e crítico, as implicações didáticas do uso de tecnologias educacionais com estudantes autistas no ensino médio presencial. Fundamenta-se em referenciais teóricos de inclusão digital e educação inclusiva, articulando aportes de Santos e Pequeno (informática e inclusão), Galvão Filho (tecnologia assistiva), Fernando e Siderly Almeida e Álvaro Fernandes Junior (cultura digital e políticas públicas), além de Paulo Freire (autonomia e transformação), Pierre Lévy (inteligência coletiva) e Mário César Manzini (educação inclusiva). Inicialmente, discute-se o papel das tecnologias digitais na promoção da inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sala de aula regular, destacando potencialidades para comunicação, aprendizagem e autonomia. Em seguida, examinamos criticamente os desafios didáticos enfrentados pelos docentes na integração dessas tecnologias – incluindo formação insuficiente, barreiras de acessibilidade e questões de planejamento pedagógico – e as responsabilidades docentes na construção de práticas efetivamente inclusivas. Contextualiza-se a discussão no âmbito de políticas públicas brasileiras, como a Lei Brasileira de Inclusão e diretrizes nacionais de educação especial, bem como a promoção da cultura digital nas escolas. Conclui-se com uma análise dos limites e possibilidades das tecnologias na educação inclusiva de estudantes autistas, enfatizando a necessidade de uma postura docente consciente, crítica e comprometida para transformar recursos tecnológicos em ferramentas de inclusão e aprendizagem significativa.
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