Alfabetização de adultos no Brasil e os veículos de comunicação: política e cultura popular (1960- 1975)

Autores

  • Cíntia Nascimento de Oliveira Conceição PUC-RJ

Resumo

A história da alfabetização de adultos no Brasil teve a participação ativa dos veículos de comunicação de massa em campanhas de democratização do ensino. O objetivo do artigo é analisar o modelo de alfabetização funcional adotado pelo governo com o incentivo de órgãos internacionais como a UNESCO no período entre 1960 e 1975. No Brasil o modelo de alfabetização funcional atendia os objetivos de formar para o mercado de trabalho, mas não
conseguiu assumir todas as recomendações internacionais por falta de investimento e também pelo engajamento de movimentos populares de educação de base. Com a presença dos militares no governo, esses movimentos se enfraqueceram e a teleducação se tornou um recurso popular para o ensino de adultos. A teledramaturgia foi utilizada como recurso pedagógico e também reforçou estereótipos sobre o analfabetismo no país. A metodologia utilizada foi a análise de conteúdo a partir de pressupostos da Nova História, destacando as representações que caracterizaram o ensino de adultos. Para a realização da pesquisa usamos de periódicos, revistas e arquivos pessoais como fonte de investigação.

Biografia do Autor

Cíntia Nascimento de Oliveira Conceição, PUC-RJ

Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Concluiu mestrado em Educação e graduação em Comunicação Social, jornalismo, também pela PUC-Rio. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação e Mídia, atuando principalmente nos seguintes temas: televisão, história dos meios de comunicação, história da educação, audiovisual educativo, mídias digitais, formação de professores, consumo cultural e cotidiano.

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Publicado

17/08/2020

Como Citar

Nascimento de Oliveira Conceição, C. (2020). Alfabetização de adultos no Brasil e os veículos de comunicação: política e cultura popular (1960- 1975). SAPIENS - Revista De divulgação Científica, 2(1), 140–153. Recuperado de https://revista.uemg.br/index.php/sps/article/view/5099