“Elas ficam meio injustiçadas”:

infância, gênero e desigualdade em bairros de Curitiba

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36704/eef.v24i44.5542

Palavras-chave:

Cidade, Criança, Elias

Resumo

Investiga-se neste artigo, se há diferença no uso que meninas e meninos fazem do bairro e da cidade -a depender da região da cidade onde moram- e no que essas diferenças influenciam em suas redes de interdependência (Elias). Para tal são analisados dados quantitativos obtidos por meio de um questionário entregue a 1600 famílias de crianças estudantes de 27 escolas municipais de Curitiba e também qualitativos a partir da conversa com dez crianças moradoras de diferentes regiões da cidade. Conclui-se que, enquanto as meninas apresentaram pouca autonomia e mobilidade espacial cotidiana no bairro e um alargamento da mobilidade na cidade (ainda que acompanhadas e somente em eventos), com os meninos ocorreu o contrário, principalmente com os meninos do sul-extremo sul que, embora com maior autonomia nas saídas próximas, ficavam bastante circunscritos aos seus próprios bairros e saindo menos a lugares que proporcionariam uma ampliação cultural para fora do bairro.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Valéria Milena Rohrich Ferreira, Universidade Federal do Paraná

Docente da Universidade Federal do Paraná, do Setor de Educação (Departamento de Planejamento e Administração Escolar) e do Programa de Pós-Graduação em Educação -Linha de Pesquisa: Diversidade, Diferença e Desigualdade Social em Educação. Coordenadora do Grupo de Pesquisa OCUPP (Observatório de Culturas e Processos Político-Pedagógicos) e do Grupo de Estudos TECI (Território, Educação e Cidade

Sabrina Fiorese, Universidade Federal do Paraná

Pedagoga e mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Professora nas redes municipais de ensino das cidades de Colombo e São José dos Pinhais.

Referências

BORIS, G. D. J.; CESÍDIO, M. H. Mulher, corpo e subjetividade: uma análise desde o patriarcado à contemporaneidade. Revista Mal-Estar e Subjetividade, Fortaleza, v. 7, n.2, p. 451-478, set/2007. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1518-61482007000200012&script=sci_arttext&tlng=en. Acesso em: 20/03/2021.

BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

COURT, Martine. (2010). Corps de filles, corps de garçons: une construction sociale. Paris: La Dispute. 2010.

ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

___. Introdução à sociologia. Lisboa: Edições 70, 1970.

___. Au-delà de Freud: sociologie, psychologie, psychanalyse. Paris: La Découverte, 2010.

FEATHERSTONE, Mike. Cultura de Consumo e pós-modernismo. São Paulo: Studio Nobel, 1995.

FELIPE, Jane. Infância, gênero e sexualidade. Educação e Realidade. Porto Alegre, vol. 25, n.1 p. 115-131, jan./jun. 2000. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/48688 Acesso em: 20/03/2021.

Xxxxxxxxxx

___.

___ . e xxxx.

___ . e xxxx.

___. e xxxx.

FINCO, Daniela; A educação dos corpos femininos e masculinos na Educação Infantil. In: FARIA, Ana Lúcia de (org.). O coletivo em creches e pré-escolas: falares e saberes. São Paulo: Cortez, 2007, p.94-117.

LAHIRE, Bernard. Héritages sexués: incorporation des habitudes et des croyances. In BLÖSS, Thierry. (Org). La dialectique des rapports hommes-femmes. Paris: Presses Universitaires de France, p. 9-25 2002.

LOURO, Guacira Lopes. Gênero e Sexualidade: Pedagogias Contemporâneas. Pro-Posições, Campinas, v. 19, n. 2, p.17-23, mai/ago. 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pp/v19n2/a03v19n2.pdf. Acesso em: 15/01/2021.

LOURO, Guacira Lopes. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

MARTINEZ BONAFÉ, Jaume. A cidade no currículo e o currículo na cidade. In: SACRISTÁN, José Gimeno (org). Saberes e incertezas sobre o currículo. Porto Alegre: Penso, 2013.

REMY, Jean. L’espace, un objet central de la sociologie. Toulouse: Éditions Erès, 2015.

RIBEIRO, Jucélia Santos Bispo. Brincadeiras de meninas e de meninos: socialização, sexualidade e gênero entre crianças e a construção social das diferenças. Cadernos Pagu, Campinas, v. 26, p.145-168, jan./jun. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cpa/n26/30389.pdf. Acesso em: 20/03/2021.

SCOTT, Joan W. Gênero: Uma Categoria Útil para a Análise Histórica. Educação e Realidade, Porto Alegre, v.20, n.2, p.71-99. 1995. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721. Acesso em: 15/01/2021.

SENKEVICS, Adriano Souza. Lavar a louça ou brincar na rua? Gênero, família e escola em camadas populares de São Paulo. In: 37ª REUNIÃO NACIONAL DA ANPED, Anais... Florianópolis, ANPED, UFSC, 2015. Disponível em: http://37reuniao.anped.org.br/wp-content/uploads/2015/02/Trabalho-GT14-3514.pdf. Acesso em: 20/03/2021.

SILVA, Monica M; TORRENS, Luiza Alberti; SCHAFASCHEK, Maria Clara; MIOZZO, Vinicius Luigi. Desenvolvimento social e criminalidade: uma análise intra-urbana do fenômeno em Curitiba. In: XVII ENAMPUR, São Paulo, 2017. Disponível em: http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/publicacoes/XVII.ENANPUR_Anais/ST_Sessoes_Tematicas/ST%202/ST%202.9/ST%202.9-01.pdf. Acesso em: 20/03/2021.

TEIXEIRA. Katiane Farias; LIMA, Rafaelly Oliveira; GUSSI, Alcides Fernando. Reflexões sobre gênero e consumo na publicidade entre mulheres da periferia de Fortaleza (CE). Departamento de Economia Doméstica da Universidade Federal do Ceará. 2009. Disponível em: http://www.xxcbed.ufc.br/arqs/gt5/gt5_21.pdf Acesso em: 20/03/2021.

VINCENT, Guy; LAHIRE, Bernard. e THIN, Daniel. Sobre a história e a teoria da forma escolar. Educação em Revista. Belo Horizonte, n. 33, p. 7-47, jun. 2001.

Downloads

Publicado

29/12/2021

Como Citar

Rohrich Ferreira, V. M., & Fiorese, S. (2021). “Elas ficam meio injustiçadas”:: infância, gênero e desigualdade em bairros de Curitiba. Educação Em Foco, 24(44), 230–258. https://doi.org/10.36704/eef.v24i44.5542